100 anos da Revolução Russa

O ano de 2017 guarda esta marca: completam-se 100 anos da Revolução Russa, protagonizada pelos bolcheviques, que derrubaram o czarismo e marcaram o início da União Soviética. A Folha de São Paulo, em artigo recente, destacou o trabalho da agência de notícias Russian Telegraph, que preparou um material digital celebrando o tema.

Com infográficos, grande repertório fotográfico e cinematográfico e retratos interativos do passado revolucionário, o material traz também uma abordagem criativa para o universo tecnológico atual: os personagens da Revolução todos têm contas de Twitter, e vêm postando suas impressões e recriando os momentos de 1917 ao longo do ano! Lênin, Trotsky e Stálin, junto a muitos outros personagens, discutem e interagem, por meio da mais dinâmica rede social da atualidade.

Sem título

Tweet de Leon Trostsky, com o clássico “Todo Poder aos Soviets!”

 

Além disso, o material conta com questões ao final, para testar os conhecimentos sobre o tema…

Segue o link: https://1917.rt.com/

Vale a pena!

(Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/10/1929159-revolucao-russa-e-narrada-em-tuites-que-imitam-lideres.shtml)

 

 

Radicalismo, racismo, intolerância e violência: o que está por trás de Charlottesville

Richard Spencer, pai do conceito de 'alt-right', no conflito de Charlottesville. (imagem: El País)

Richard Spencer, pai do conceito de ‘alt-right’, no conflito de Charlottesville. (imagem: El País)

A cidade de Charlottesville, localizada no estado da Virgínia, ao sul dos Estados Unidos, foi palco de uma disputa ente grupos supremacistas brancos e seus opositores no Sábado, dia 12 de agosto, que resultou em feridos e uma pessoa morta. A cidade de 45 mil habitantes presenciou a materialização da ação de grupos considerados de extrema-direita, que têm crescido em aparições públicas, declarações e manifestações nos Estados Unidos desde a campanha que elegeu Donald Trump à presidência do país.

Sobre o assunto, e contexto geral em torno dele, recomendamos as seguintes leituras:

 

http://m.folha.uol.com.br/mundo/2017/08/1909554-a-extrema-direita-esta-em-ascensao-nos-eua.shtml

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/13/internacional/1502645550_679199.html

 

Boa leitura!

EUA e Coreia do Norte: farpas e tensão

Os protagonistas do conflito: Kim Jong-un, à esquerda, e Donald Trump, à direita. (imagem: CNN)

Os protagonistas do conflito: Kim Jong-un, à esquerda, e Donald Trump, à direita. (imagem: CNN)

Os jornais de praticamente todo o mundo acompanham apreensivos a tensão existente entre os governos dos Estados Unidos e da Coreia do Norte. Nos pronunciamentos de seus líderes políticos – os marcantes e controversos Donald Trump e Kim Jong-un – fica cada vez mais clara a oposição entre os países, e cresce o receio por possível um conflito armado. Dadas as muitas variáveis geopolíticas que envolvem o conflito, é essencial a atenção para manter-se informado, e para isso este post foi criado!
Sobre o mais recente ponto de discórdia, a disputa pela ilha de Guam, indicamos os seguintes textos publicados nas plataformas digitais:

http://publico.uol.com.br/mundo/noticia/coreia-do-norte-colocou-guam-na-mira-porque-1781874

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/11/internacional/1502470561_146705.html

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/11/internacional/1502460952_152620.html

Boa leitura!

ELEIÇÕES 2014

As eleições estão chegando. 2014 é ano de eleições. Os eleitores deverão votar nos cargos de Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual.

A eleição para Presidente, pela importância do cargo sobre os demais, acaba polarizando as atenções. Na disputa presidencial surgiu um fato não esperado. A morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, num acidente aéreo, como resultado o destino bateu à porta de sua vice, Marina Silva, colocando-a na disputa não mais como uma protagonista secundária, pois até então, sua tentativa de fazê-lo havia sido impedida por não ter conseguido registrar a tempo seu partido, Rede Sustentabilidade. As últimas pesquisas (IBOPE/DATA FOLHA) do início de setembro indicam um empate técnico entre Marina Silva e Dilma Roussef, candidata do PT à reeleição. Como explicar esse aparecimento fulgurante de Marina Silva? Vários aspectos devem ser levados em consideração. Primeiro a candidata têm um espaço importante na política nacional, pois na última eleição presidencial conseguiu 20% dos votos válidos. Não custa lembrar que Eduardo Campos, na última pesquisa feita antes do acidente que o vitimou estava com só 8% das intenções de voto. Um segundo aspecto importante, que os institutos de pesquisa têm demonstrado desde as manifestações de junho/julho de 2013, que há no eleitorado uma vontade de mudança. Um terceiro aspecto é que Marina Silva está atraindo eleitores que votariam em branco ou nulo e que também está tirando eleitores de outros partidos, particularmente do candidato Aécio Neves do PSDB, como bem demonstra a última pesquisa DATA FOLHA do dia 03 de setembro, indicando 14% das intenções de voto para o candidato do PSDB (na pesquisa DATA FOLHA do dia 18 de agosto Marina Silva tinha 21% das intenções de voto e Aécio Neves tinha 20%).

Em contrapartida há uma série de questões que estão nas análises políticas e para as quais ainda não há respostas, mas mesmo assim, devem ser colocadas. Primeira. Conseguirá Marina Silva resistir ao bombardeamento que PT e PSDB já fazem à sua pessoa com o intuito de desconstruir sua imagem positiva existente frente ao eleitorado? Segunda. Conseguirá Marina Silva responder adequadamente as contradições existentes em seu projeto político como, por exemplo, sua postura ambientalista versus agronegócio, ou sua defesa de se ensinar o Criacionismo nas escolas? Ou o recuo na proposta para a comunidade LGBT e sua posição contrária ao aborto?  Ao lançar seu programa de governo teve que modificá-lo um dia depois devido pressões de grupos evangélicos. Terceira. Em caso de sua vitória. Ela imporá suas ideias ou deverá seguir as ideias do partido que a acolheu, no caso o PSB? Haverá espaço político para ambas as propostas? Quarta. Em caso de sua vitória qual será o papel do Rede Sustentabilidade em seu governo? Quinta. Caso eleita. Como será construída a governabilidade de seu governo no Congresso sem possuir a maioria dos votos dos Deputados e Senadores? Sexta. Aécio Neves conseguirá recuperar o espaço perdido ou já está sofrendo do processo conhecido em política como cristianização (*)? Sétima. Caso esteja sofrendo o processo de cristianização como se comportará o PSDB em sua aproximação de Marina Silva? Quais serão suas exigências? É interessante para o PSDB “bater duramente” na candidatura Marina Silva ou, percebendo que não haverá mais possibilidades de recuperação para Aécio Neves, “pegar mais leve” nos ataques contra Marina Silva para facilitar a aproximação num segundo turno? Oitava. E os fisiologistas de plantão? Verdadeiras aves de rapina da política brasileira. Como se comportarão? Nona. E a candidatura Dilma e o PT. Quais mudanças farão para não perder a reeleição? Se perderem, como será a relação com o grupo vencedor, particularmente se for representado pela vitória de Marina Silva, pois se há conflitos entre ela e setores do partido, há também identificações, pois Marina Silva filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 1985 lá permanecendo até 2009. Muitas perguntas. Muitas respostas. Vamos ver o que o destino nos reserva. Independentemente dos projetos políticos postos em discussão, é fundamental a presença de todos os eleitores nas urnas.

(*) A expressão cristianização de um candidato tem sua origem quando nas eleições de 1950 o candidato do PSD, Cristiano Machado, foi abandonado à própria sorte pelo partido, pois o PSD na prática acabou a apoiando a candidatura vitoriosa de Getúlio Vargas (PTB /PSP).

BRASILIA FIANT EXIMIA – Pelo Brasil façam-se grandes coisas.

Roberto Nasser

 

Somos todos macacos?

 

A banana atibanana fsp 020514rada contra o jogador Daniel Alves gerou uma série de protesto mundo afora, como esta charge publicada na Folha de S. Paulo de 2 de maio de 2014. Sobre esse tema a aluna Sofia Tapajós também fez uma reflexão que segue no texto abaixo. Espero que gostem. Prof. Roberto Nasser.

 

Macacos?

 

No sábado, dia 26 de Abril, era visto mais um exemplo de racismo no campo. O jogador Daniel Alves, antes de cobrar um escanteio, foi atingido por uma banana, fruta relacionada aos primatas, jogada por um torcedor.

 

O ato descarado de racismo comoveu os brasileiros nas redes sociais, inundadas de hashtags “@somostodosmacacos” e fotos de banana.

 

Mas por que macaco?

 

Primeiro, e infelizmente, os africanos e americanos nativos foram relacionados aos primatas no século XVIII, quando o cientista francês Camper alegou que os gregos antigos seriam os homens originais. Quando eles saíram de seu lugar de origem, foram se degenerando conforme o meio no qual passaram a viver. Assim, para ele, tanto orangotangos como africanos e europeus eram originários dos helênicos, mas afetados em maior ou menor grau pelo meio.

 

Logo depois, com Lamark, passou-se a acreditar que o homem era descendente direto do macaco, sendo os não-europeus a ponte entre esses dois elos. Até sobre a teoria de Darwin desenvolveram um caráter racista: através da seleção natural, os brancos chegaram a um estágio de evolução superior ao dos negros, tanto social quanto biologicamente.

 

Não é preciso dizer que essa animalização absurda serviu de justifica para os maiores genocídios da história, como o holocausto e a ocupação do Congo.  E, em pleno século XXI, somos obrigados a rever todo esse preconceito.

 

O ato de jogar uma banana não foi uma ação de carinho para com o jogador para prevenir possíveis câimbras. O ato jogar uma banana foi uma ação racista ofensiva, que remete a um mau uso extremo da ciência.

 

Não, não somos todos macacos, somos todos seres humanos. E que o arremessador de bananas fique no século XVIII.

 

Sofia Tapajós/ 3H1

 

DIRETAS JÁ! 30 ANOS

DIRETA_300X205A ideia de criar um movimento a favor de eleições diretas foi lançada em 1983, pelo então senador Teotônio Vilela no programa Canal livre da TV Bandeirantes. A partir daí a ideia cresceu e foi aos poucos tomando conta da sociedade civil brasileira. No dia 2 de março de 1983, o deputado Dante de Oliveira apresentou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n° 5 propondo reestabelecendo eleições diretas para presidente da república no Brasil, pois tal direito havia sido suprimido pela ditadura militar, já em 1964. Dos vários comícios feitos pelo Brasil, um dos mais significativos ocorreu em São Paulo. No dia 16 de abril de 1984, o Vale do Anhangabaú foi tomado por 1,5 milhão de pessoas na campanha ‘Diretas Já’. O comício contou com a participação das principais lideranças de oposição, artistas, esportistas e outras personalidades de diversos setores da vida brasileira. No dia da votação, 25 de abril, o general Figueiredo decretou Medidas de Emergência em Brasília e em algumas regiões de Goiás. Como resultado, tropas do exército ocuparam a cidade e fortes pressões foram feitas aos deputados, particularmente os do partido do governo. A consequência foi que a emenda Dante de Oliveira foi votada e rejeitada pela Câmara dos Deputados. (298 votos a favor, 65 contra e 3 abstenções e ausência de 112deputados).As eleições diretas para presidente do Brasil só ocorreriam em 1989, após ser estabelecida naConstituição de 1988, a “Constituição Cidadã”.

Roberto Nasser

1964, 50 anos depois II

ditadura-militar-soldados-caminhãoNeste segundo post sobre os 50 anos do golpe civil militar de 1964 lembrarei um episódio significativo para entendê-lo, me refiro à “Operação Brother Sam”.

Em 1963, um pouco antes de ser assassinado, o presidente Kennedy, preocupado com a tendência de o Brasil tornar-se uma nova Cuba, criou um plano para uma intervenção americana no Brasil ao lado das forças anti Goulart, forças essas que seriam responsáveis pela deposição do presidente brasileiro. Elio Gaspari, em seus livros sobre a ditadura brasileira (vide post 1 sobre esse assunto) reproduziu o seguinte trecho, retirado dos arquivos do Miller Center (Universidade de Virgínia): “Você vê a situação indo para onde deveria, acha aconselhável que façamos uma intervenção militar? (Presidente Kennedy). Bem, essa é a outra categoria, que eu chamo de Contingência Perigosa possivelmente requerendo uma ação rápida. (Lincoln Gordon-embaixador americano no Brasil). (…) Acho que devemos tomar todas as medidas que pudermos e estar preparados para fazer tudo o que for preciso. (…) Simplesmente não podemos aceitar esse aí (Goulart) Lyndon Johnson, presidente americano, após a morte de Kennedy.

No dia 31 de março de 1964, quando o golpe contra João Goulart iniciou-se, o presidente Lyndon Johnson, pôs em prática ‘Operação Brother Sam”. Foram enviados ao Brasil um porta aviões (Forrestal), seis destroieres, com 110 toneladas de munição, um porta-helicópteros, um posto de comando aerotransportado e quatro petroleiros. Quando o governo americano soube que o golpe contra Goulart havia sido bem sucedido, a operação militar foi suspensa e, em seu lugar, rapidamente entrou em ação a diplomacia americana reconhecendo o novo governo brasileiro.

Aos que gostam de associar o estudo da História aos filmes, um boa dica é o documentário “O Dia que Durou 21 Anos”. Nele, há uma série de depoimentos e documentos americanos mostrando a ingerência americana no Brasil, inclusive nas forças armadas brasileiras.

Bom filme.

Roberto Nasser

1964, 50 anos depois

1964 generalEm História, nem todos os aniversários de datas históricas devem ser comemorados, mas os acontecimentos históricos marcados por ameaças a liberdade e a democracia, entre outros aspectos, devem ser lembrados para que não se repitam. O desconhecimento da História de seu país forma, no mínimo, um universo de ignorantes políticos. O mais grave é quando esse ignorantes políticos, usando os meios de comunicação existentes, procuram construir uma verdade histórica de não existiu. Um bom exemplo dessa ignorância política é alardear que no tempo da ditadura militar não existia corrupção no Brasil. Neste mês de março o golpe civil militar de 1964 completa 50 anos. Sobre o evento muito se tem dito e escrito. Nessa linha, gostaria de indicar três autores que lançaram importantes livros sobre o período militar.

O primeiro autor é o jornalista Elio Gaspari. Na verdade, Elio Gaspari está relançando sua monumental obra sobre o período militar. Lançados entre 2002 e 2004, os quatro livros do jornalista Elio Gaspari que retratavam a ditadura “envergonhada”, “escancarada”, “derrotada” e “encurralada”. Dez anos depois de lançados ganham edições atualizadas e versões digitais com áudios, vídeos e novos documentos, que lançam luz sobre arquivos de Golbery e Geisel. Para ver o arquivo digital, basta acessar o link http://www.arquivosdaditadura.com.br/

O outro autor é o historiador Marcos Napolitano. Seu livro 1964 História do Regime Militar Brasileiro, faz uma série de  análises políticas, econômicas, sociais e culturais do período, englobando música, cinema e teatro.

A terceira indicação é o livro do historiador Carlos Fico. Elaborada dentro da Coleção FGV de Bolso, 1964 Momentos decisivos, a obra relata ao leitor alguns antecedentes do golpe de 1964, da inesperada chegada de Goulart ao poder e da crise política que antece­deu sua derrubada. O autor também aborda o golpe em si e os momentos dramáticos vividos pelo Brasil no final de março e início de abril daquele ano e ainda demonstra como o “gol­pe” virou “ditadura”, isto é, como o evento de março de 1964 tornou-se o inaugurador do mais longo regime autoritário do Brasil republicano.

Boas Leituras

Roberto Nasser

O Estado precisa ler Locke

John LockeCena 1. Na cidade do Rio de Janeiro, populares detiveram um suposto assaltante, o agrediram e o deixaram nu e preso com uma trava de bicicleta a um poste .

Cena 2. A jornalista Rachel Sheherazade, âncora do “SBT Brasil”, em pleno programa, posicionou-se a favor dos jovens responsáveis pela cena 1. Incomodada com as críticas, a jornalista respondeu que: ”era contra a violência. Que defendia as pessoas de bem do Brasil, pois foram abandonadas à própria sorte, porque não há polícia.

Cena 3. Imagens gravadas com um celular e divulgadas pelo jornal “Extra” mostram um jovem sendo assassinado diante de testemunhas, em plena luz do dia, numa via movimentada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no Rio.

Cena 4. Grupos de extermínio crescem no Brasil todo.

Cena 5. Nas redes sociais, aumenta o nº de pessoas que defendem o uso da violência contra a violência existente.

Cena 6. Em São Paulo, um motociclista,  ao assistir a um assalto contra outro motociclista, saca de uma arma e acerta o assaltante.

Cena 6. Diversas manifestações de rua ocorrem em várias partes do Brasil, gerando violência contra pessoas e destruição de propriedades, mas ninguém é preso.

Cena 7. O centro de treinamento do Corinthians é invadido por aproximadamente 100 pessoas (torcedores?), os funcionários e jogadores são fisicamente ameaçados e objetos de valor são roubados. Apesar da presença de tropa policial no local, ninguém foi preso. Cenas 8,9, 10,11,………………………

Em razão das cenas acima o  Estado deveria ler Locke. Por que? John Locke (1632-1704) era um contratualista, ou seja, pregava o surgimento do Estado a partir de um contrato no qual todos homens consentiram na sobreposição de um poder estatal através do qual a ordem e a paz entre si passou a ser mantida e garantida pelo referido poder. Em sua obra o Segundo Tratado sobre o Governo Civil, Locke defendeu a necessidade de um poder independente para ser o juiz dos homens, nascendo assim o Estado – o único que deve legalmente fazer uso da força: exército ou polícia. No terceiro capítulo, Do Estado de Guerra, John Locke escreve: o Estado de Guerra “é quando uma sociedade é inimiga de outra, e quanto esta pretende tirar sua vida o bem mais precioso de uma sociedade, por isso esta deve tentar defender-se de  qualquer forma, isso porque não existe uma justiça que defenda esse direito, por isso que vai existir o estado de guerra”. E qual seria a forma de acabar com o Estado de Guerra? No sétimo capítulo, Sociedade Política ou Civil , Locke escreve:” E aqueles que entram em uma sociedade civil também estão aceitando as leis que são construídas em conjunto entre os mesmos e também as suas sanções tudo para proteger a propriedade privada de cada um. A partir do exposto, fica claro que: se o Estado não cumprir as funções para as quais o povo lhe deu seu consentimento, é enorme o risco de se voltar ao Estado de Guerra, pois o Estado perde a sua função de garantidor da vida, liberdade e propriedade. As cenas relatadas acima  não desenham um Estado de Guerra? É fundamental que o Estado cumpra seu papel a ele designado pelo povo. Para que o contrato social seja efetivado e a vida na esfera pública seja vivida com  segurança, seria importante que o Estado lesse Locke.

 

Ruanda, vinte anos depois.

Ruanda IIO Jornal da USP, na edição de 05 de fevereiro, relembra o massacre ocorrido em Ruanda, a partir do lançamento do livro, O País das Mil Colinas. “Em 2014 completam-se duas décadas dos assassinatos em massa cometidos em Ruanda – um genocídio que não precisou de mais do que três meses para deixar 1 milhão de mortos. O livro O País das Mil Colinas, da jornalista Andréia Terzariol Couto, retrata o extermínio a partir de pesquisa bibliográfica e dos relatos de sobreviventes.
Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Popular e Alternativo (Alterjor) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, Andréia conta que fez duas viagens ao país e mais de 40 entrevistas para escrever o livro. “Sempre me interessei pelo tema e, em 2002, comecei minha pesquisa na Biblioteca de Estudos da Linguagem da Unicamp. Dois anos depois, já tinha esgotado todo o material disponível. Comecei, então, a tentar contatos em Ruanda”, diz.
O livro é uma colcha de retalhos que resgata fatos da história, junto a relatos do que a autora ouviu sobre o massacre e à sua percepção de como está a vida no país depois da tragédia. “O genocídio tem raízes no século 19, na época da colonização, e por isso é importante retratar o que acontecia antes da chegada do colonizador”, disse.”

Para saber mais, acesse

http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=33811

Roberto Nasser