Aziz Ab’Saber, geógrafo e humanista

Bertold Brecht, pensador alemão escreveu. “Há homens que lutam um dia, e são bons; Há outros que lutam um ano, e são melhores; Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; Porém há os que lutam toda a vida Estes são os imprescindíveis” O Professor Aziz Ab’Saber estava na categoria dos imprescindíveis para o Brasil e para o mundo.Professor e  pesquisador, Aziz Nacib Ab’Saber, um dos maiores especialistas brasileiros em geografia física e referência em assuntos relacionados ao meio ambiente e impactos ambientais decorrentes das atividades humanas, morreu nesta sexta, dia 16 de março, aos 87 anos.

Professor emérito da FFLCH-USP, ele é autor de mais de 300 trabalhos acadêmicos e considerado referência da geografia em todo o mundo. É autor de estudos e teorias fundamentais para o conhecimento dos aspectos naturais do Brasil. Era presidente de honra e ex-presidente e conselheiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,morre-o-geografo-aziz-absaber,849376,0.htm

Roberto Nasser

O século sem bússola

O texto abaixo apresenta a resenha de uma peça chamada O Palácio do Fim, e foi feita pela Beatriz, da 3H2. Só para mostrar o quanto ainda existe de século XX em nós, apesar de toda a tecnologia que temos.

“O século XX, a humanidade presenciou não só duas guerras mundiais, mas tantas outras advindas de conflitos étnicos, religiosos, geográficos e políticos, que também contribuíram para que se estabelecesse um tempo marcado pela dor e pela morte de milhares de pessoas ao redor do mundo. Boquiaberta, a humanidade também presenciou o mais impactante atentado terrorista da história logo na virada do século, em 11 de Setembro de 2001. E então a chamada ‘guerra ao terror’ começa… Escrito por Judith Thompson e encenado por José Wilker, o espetáculo Palácio do Fim reúne densos relatos de um período de dúvidas e infortúnios pelo qual a sociedade passou e passa. E a autora coloca o dedo na ferida causada pelos conflitos bélicos entre o Iraque e os Estados Unidos. O título faz referência à câmara de tortura de Saddam Hussein que funcionava no antigo Palácio Real, em Bagdá. Baseadas em histórias reais, as diferentes perspectivas das personagens se transformam em depoimentos um tanto pesados sobre a guerra, nos quais os conceitos de ética e de verdade estão sob clara influência do sentimento de ambição e de poder. Indicado a quatro categorias do Prêmio Shell (Melhor DireçãoMelhor Atriz – Vera Holtz, Melhor FigurinoMelhor Iluminação) do Rio de Janeiro, a produção chegou a São Paulo em janeiro de 2012. Tive a oportunidade de assistir sua – infelizmente – última apresentação, no SESC, domingo passado (11). Já estou atrás de informações sobre uma possível prorrogação da temporada. Se for acontecer, querido leitor, ficará sabendo.”

Para o texto completo, visite o blog da Beatriz no seguinte endereço: http://semnuncaesqueceraloucura.blogspot.com

A Bruna foi a Israel e não viu o socialismo.

Há aproximadamente um mês, quando eu estava tratando dos socialismos com as turmas de biológicas e exatas, a Bruna, da 3B2, me escreveu uma mensagem contando sua viagem a Israel, e o que ela presenciou do que sobrou de uma das experiências socialistas mais interessantes produzidas no século XX: os kibutz, comunidades agrícolas de caráter coletivo que começaram a ser fundadas no início do século XX por judeus europeus socialistas (geralmente oriundos da Europa Oriental) que imigravam para o Oriente Médio em busca de paz.

O que a Bruna viu? Acompanhe no texto abaixo.

“Em pleno século XXI, com a presença constante de grandes empresas como a Apple e a Coca Cola Company em nossas vidas, o capitalismo dinâmico e globalizado e sua ética parecem reinar sobre tudo e todos. O comunismo e o socialismo parecem sonhos distantes, assuntos apenas de aulas de história, mas, apesar de enfraquecidos, não foram deixados de lado por completo e, longe dos olhos da maioria, conseguem se desenvolver, ainda que de forma limitada.  Estive em Israel nessas férias, e pude ver de perto um kibutz. Influenciados fortemente pelo sionismo, os kibutzim são comunidades socialistas rurais baseados na propriedade coletiva, igualdade e cooperação entre os membros. A quantidade de kibutzim está diminuindo cada vez mais, e os que continuam estão assimilando parcialmente o capitalismo: algumas casas dentro do kibutz são alugadas para alunos de faculdades próximas ou executivos; há moradores que estão lá porque cresceram no local e não querem deixá-lo, mas não participam tanto da vida em comunidade e trabalham na cidade; as casas são compradas e quando seu dono morre, a casa é de posse da família, e não do kibutz, como antigamente; antes, um menino que comprasse uma bicicleta tinha que dividi-la com os outros moradores, o que não acontece agora, etc. Além do kibutz, também conheci um moshav, que é um condomínio, parecido com Alphaville, onde todos os moradores são sócios de uma cooperativa.  Dentro dele há uma escola, uma sinagoga e um centro cívico e a vida em comunidade é bem intensa. Não sei se a proposta dos moshavim é seguir um socialismo menos intenso, mas foi essa a impressão que tive.  Cheguei da viagem muito impressionada, já que tinha uma imagem preconceituosa do socialismo e, para mim, quem era socialista ou era hippie, ou revoltado, ou era forçado a acreditar em um ideal que não era o próprio. Foi chocante ver que a vida no moshav é bem parecida com a nossa, e ao mesmo tempo triste ver a decadência dos kibutzim, que um dia ajudaram a manter viva a esperança de uma série de judeus russos vítimas dos pogroms. Talvez o socialismo realmente seja utópico e fadado a desaparecer.”

 

A Infância roubada na África e a internet

Semana passada eu estava na 3B4 falando sobre imperialismo na África e a tragédia ocorrida no Congo no final do século XIX e aí veio o Pedro Craveiro perguntar se eu conhecia um  didtador africano chamado Kony. Eu disse que não, mas pedi mais informações. Gentilmente recebi uma mensagem dele contando sobre o caso. O sujeito foi ditador em Uganda que utiliza crianças para os mais diversos fins, inclusive soldados no exército do tal ex-ditador. Um ou dois dias depois, o Vinicius da 3B1 queria saber minha opinião sobre o mesmo assunto. Mas eu ainda não tinha! Sexta-feira passada a Júlia Messina, da mesma 3B1, mandou uma  mensagem tratando com acuidade o problema.  Ela escreveu  que existe uma organização “Invisible Children” que faz uma campanha para que os Estados Unidos intervenham no país para salvar as crianças. Reproduzo a parte mais importante: “Quando eu assisti a um vídeo oficial do grupo “Invisible children”, notei que o fator emocional está intimamente ligado à estrategia de convencimento dos espectadores (como em qualquer causa humanitária, claro) e eu realmente pude perceber o problema na Uganda, mas não sei se me convenci tão bem sobre a validade desse projeto….  Achei que foi um pouco ruim o modo como eles canalizaram todo o mal e todo o terror em apenas uma pessoa (Koni). No vídeo, esse homem é colocado como a causa de tudo – ou seja, sua captura implicaria no fim do problema – o que, para mim, não faz sentido! Matar o Osama Bin Laden não acaba com o Al Quaeda nem com toda a estrutura de terrorismo do mundo. Isso me pareceu uma visão um pouco ingênua das coisas… Se o objetivo é acabar com o abuso infantil na Uganda, intervenção militar e morte ao líder não me parece uma solução definitiva. O que quero dizer é que, assim como O Koni surgiu, podem surgir muitos outros, até mesmo do exército da Uganda (ouvi falar também que há organizações militares na África tão corruptas e inescrupulosas quanto Koni).  Mas, se por um lado me pareceu ingênua a maneira como traçaram o objetivo da ação, por outro achei bem sagaz a forma escolhida para divulgá-la. Já é mais do que claro o poder que a internet exerce sobre nós atualmente, ela é uma nova arma para a conquista de opiniões em massa e divulgação instantânea. O poder do público tem se expressado online nos últimos tempos.”  Excelente.

Sobre isso, o Pedro da 3B4 também concorda. E, ao indicar para mim o vídeo da campanha, ele adverte: “creio que é meio parcial também, puxando para o lado que deseja prendê-lo, mas se metade do que falarem já for verdade, a situação já se torna crítica.” (o negrito é meu). Também excelente.

Ambos abordaram o assunto com uma notável capacidade crítica que me faz encerrar este texto feliz com a percepção dos alunos desta escola.

Para terminar de verdade,  também não podemos deixar passar que em no nosso país – uma sociedade democrática em ascensão, relativamente organizada e em certa medida próspera –  também existem crianças que estão tendo suas infâncias roubadas pela prostituição, pelas drogas, e o que é pior, pelo descaso de quem detém o poder e deveria cuidar delas…

Pérsio

 

 

Sobre o nome “Ku Klux Klan”

Determinados temas de História Geral sempre despertam a curiosidade das pessoas. Um deles é o nome de uma sociedade secreta nascida no século XIX nos Estados Unidos, e que poderia rivalizar com o partido nazista se tivesse sido formada no século XX: a Ku Kulx Klan. Quanto cito esta organização nas aulas sobre os Estados Unidos, deixo claro que eu não sei nada sobre este nome e que também não tenho curiosidade sobre isso. Entretanto, semana passada, em uma aula na 3H1, eu disse que se alguém fosse atrás e econtrasse algo sobre isso, eu publicaria no blog.  Pois bem, a Maria Alice, da 3H1, escreveu um texto sobre isso. Bem, promessa é dívida. Maria Alice, aí está seu texto, e obrigado.

” É raro hoje em dia encontrar quem não tenha ouvido falar na Ku Klux Klan, sociedade secreta racista que pregava a ‘supremacia’ branca no sul dos Estados Unidos pós-Guerra de Secessão. Entretanto, quem sabe dizer de onde vem esse nome peculiar ou o que ele significa? Diante de um assunto tão delicado como o racismo exacerbado e o terror imposto por esse grupo (não só no passado como ainda hoje), essa curiosidade é muitas vezes deixada de lado.

    No estado do Tenessee, por volta do ano de 1865, os sulistas, enlouquecidos com a decisão do governo do norte (vencedor da guerra civil) de dar a cidadania aos seus ex-escravos negros, começam a sentir uma ameaça à influência e poder político dos brancos de sua região; evidentemente, havia mais de três milhões de negros (agora livres) em coexistência com seus antigos patrões, com os mesmos direitos políticos e cidadania que estes. Não seria complicado, portanto, que paulatinamente fossem eleitos novos legisladores negros e que estes obtivessem um espaço considerável no governo e nas decisões do Estado, algo aterrorizante para a elite branca e racista.
     Nessas condições, o ódio e o anseio por reafirmar sua autodeterminação levaram os sulistas a impedirem a integração social de seus ex-escravos a qualquer custo: nasce, por fim, o grupo Ku Klux Klan. O nome origina-se da palavra grega kuklos (círculo) e do inglês clan (clã). Há quem considere, no entanto, que o nome seja na verdade uma onomatopeia para o som ao carregar-se um rifle; o que não impressiona, uma vez que os membros da supremacia branca não demonstravam misericórdia ao expressar seu ódio aos negros com quem conviviam. Aliás, muito além dos negros, perseguiam-se também os brancos que se acomodassem com as novas condições, dificultando seu acesso ao mercado, às terras e à convivência com seus conterrâneos. Nesse contexto, recorrer às autoridades era quase que impensável: nunca era possível saber quem era e quem não era pertencente à seita. Restavam, então, somente duas opções: migrar para outras regiões ou adaptar-se às ideologias impostas.
     Por volta do ano de 1870, a KKK foi considerada um grupo terrorista e banida dos Estados Unidos (o que, entretanto, não impediu sua volta no século XX). Apesar de não existir mais formalmente, nos anos que seguiram as cicatrizes deixadas por suas medidas atrozes continuaram a influenciar o cotidiano e o preconceito racial nos estados do sul, no chamado ‘Império Invisível’.”

Política Internacional. Qual é a novidade?

KENNETH MAXWELL é um historiador inglês que escreve às 5ªs  feiras no jornal Folha de S. Paulo. Segue abaixo, uma síntese de sua última coluna publicada no dia 23 de fevereiro . Espero que gostem!

Roberto Nasser

Estamos de volta à ativa, contudo na frente internacional as notícias nada têm de animadoras.

A zona do euro terminou por montar um segundo resgate à Grécia. O pacote aparentemente vale € 130 bilhões, cerca de € 20 mil por cidadão grego. Os bancos, fundos de hedge e seguradoras terão de aceitar prejuízos de 53%. É duvidoso que porção substancial desse dinheiro chegue ao povo grego. A maior parte dele será reciclada para pagar juros sobre passados empréstimos.

Tampouco está claro que Alemanha, Finlândia e Holanda aceitarão o acordo. Como tampouco está claro que a crise do euro tenha acabado. A ameaça de contágio continua para outros países europeus endividados, como Portugal.

A França está no meio de uma campanha presidencial, e Nicolas Sarkozy bem pode sair derrotado. A Alemanha se tornou, na prática, o relutante banco de último recurso para a zona do euro.

No Oriente Médio, o cenário é sombrio. O Egito enfrentará momentos difíceis nos próximos meses, no confronto entre as aspirações democráticas e as Forças Armadas -que continuam aferradas ao poder e temerosas de perder os privilégios especiais de que há muito desfrutam.

Na Líbia, um governo central fraco encara desafio continuado por parte de milícias armadas. O país tem, pelo menos, a vantagem de dispor de recursos naturais. Já a Síria é um caso diferente. Com as vacilações internacionais e as divisões no Conselho de Segurança da ONU, o regime de Assad mantém seu sangrento, violento e infatigável ataque contra inimigos internos.

No Bahrein, os distúrbios civis retornaram. A monarquia muçulmana sunita, com apoio militar da Arábia Saudita, está enfrentando a ira de uma população majoritariamente xiita. Mas os EUA, que têm sua Quinta Frota baseada no Bahrein, vêm demonstrando pouco entusiasmo no apoio à democracia, e, de qualquer modo, estão concentrados no programa nuclear iraniano e nas ameaças do Irã ao trânsito de petroleiros pelo estreito de Ormuz, um gargalo marítimo vulnerável. Ironicamente, esses petroleiros transportam petróleo que é vital para a China e a Índia.

Israel acredita que a janela de oportunidade para um ataque militar preventivo contra o Irã esteja se fechando rapidamente. Mas a última coisa que Obama precisa em um ano de eleição presidencial nos EUA é de um novo confronto militar no golfo Pérsico. Ele está tentando conter Israel, mas é improvável que o premiê israelense Netanyahu atenda aos pedidos de Obama caso acredite, o que pode ser verdade, que a sobrevivência de Israel está em jogo.

Talvez o Carnaval tenha acabado cedo demais“.

KENNETH MAXWELL

Portinari, imperdível

Pela primeira vez no Brasil, os painéis Guerra e Paz, de Cândido Portinari, estão expostos no Memorial da América Latina.

“Uma pintura que não fala ao coração não é arte, porque só ele a entende. Só o coração nos poderá tornar melhores e é essa a grande função da arte. Não conheço nenhuma grande arte que não esteja intimamente ligada ao povo.”  Cândido Portinari.

A Guerra acaba de chegar a São Paulo, acompanhada pela Paz. Ambos os temas estão representados nos painéis Guerra e Paz, pintados por Cândido Portinari, inaugurando a exposição aberta ao público no auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo, no último dia 7 de fevereiro, na data em que se lembram os 50 anos de morte do pintor.

Com 14 metros de altura por 10 metros de largura cada um, são compostos, ao todo, por 28 placas de madeira compensada naval, com 2,2 metros de altura por 5 metros de largura, e pesam 75 quilos cada um.

A exposição de Guerra e Paz, de Cândido Portinari, está em cartaz até 21 de abril, de terça-feira a domingo, das 9h às 18h, no Memorial da América Latina (avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, Metrô Barra Funda, em São Paulo). Entrada franca. Serviço educativo: educativo@portinari.org.br. Mais informações sobre o Projeto Portinari podem ser obtidas no site www.guerraepaz.org.br.

Fonte:

http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=20202

Roberto Nasser

O ano de 2012 irá terminar, mas o mundo não

Os Mais que me desculpem, mas o ano de 2012 irá terminar no dia 31 de dezembro, porém o mundo irá continuar.
O calendário Maia de conta longa, é um dos vários por eles utilizados.  Cada 20 dias formam um “mês”, ou uinal. Cada 18 uinals, 1 tun, ou “ano”, cada 20 tuns faziam um katun e assim sucessivamente. Enquanto o nosso sistema de contagem de séculos não leva a um fim, o calendário de conta longa maia dura cerca de 5.200 anos e se encerra na data 13.0.0.0.0, que para muitos estudiosos (não há um consenso a respeito) corresponde ao nosso 21/12/2012. A mídia exótica existente criou essa ideia de fim do mundo na possível data de 2012. Os povos ameríndios não tinham essa concepção de fim do mundo. Para os estudiosos das civilizações ameríndias o consenso é de que, tal qual o nosso ano se encerra em todo  dia 31 de dezembro, para os Maias, após um ciclo de 5.200 anos recomeçaria um novo ciclo.

Relembrando o tema sobre o fim do mundo, o Blog da equipe de História recomeça 2012 a pleno vapor. Esperamos que os alunos participem e, aproveitando o mote de que o fim do mundo não irá terminar em 2012 estudem, pois as provas e os vestibulares com certeza acontecerão.

Abraços

Roberto Nasser

O nascimento da política de massas na América Latina

Dia 17 de outubro de 1945 marca o nascimento da política de massas na América Latina. Neste dia, organizados por Eva Perón, a Evita, centenas de milhares de trabalhadores argentinos postaram-se à frente da Casa Rosada (o palácio presidencial argentino) para exigir a libertação de seu líder, o coronel Juan Domingo Perón, preso dias antes pelo governo militar a que servia como secretário do trabalho, mas temeroso das fortes ligações de Perón com os “descamisados” .

Perón foi libertado e aí nasceu um mito, ainda hoje adorado por milhões de argentinos. Foi eleito presidente por três vezes e seu primeiro governo deu a luz a outro mito, muito mais intenso: o de Evita, responsável pela execução da política assistencialista que tanta saudades dá nos argentinos mais humildes.

Ambos sabiam como ninguém manipular, para bem ou para mal, as novas massas urbanas que estavam sendo incluídas na História.

11 de setembro: uma data, duas tragédias.


As imagens acima ocorreram na mesma data, 11 de setembro, embora separadas por 28 anos. A primeira, mostra o palácio presidencial chileno, o “La Moneda”, sendo bombardeado no golpe de 1973, pouco antes do presidente Salvador Allende ser assassinado pelos militares.  A segunda, um dos maiores ícones de nosso tempo, as explosões das torres gêmeas em Nova York, antes de milhares de inocentes que cuidavam de suas vidas serem soterrados. Em ambos os 11 de setembro mães e pais perderam seus filhos, crianças ficaram órfãs, alguém perdeu algum ente querido e sonhos foram desfeitos. Em ambos, o governo dos Estados Unidos esteve de alguma forma envolvido…

O link abaixo lembra um pouco o 11 de setembro de 1973, já que o de 2001 ainda está na lembrança.

http://www.youtube.com/watch?v=7vrSq4cievs

Pérsio Santiago