Um novo olhar sobre a Síria

A guerra civil na Síria já dura há seis anos e, no geral, sua raiz e história ainda são desconhecidas. Samira Adel Osman, professora da Unifesp especializada em história do Oriente Médio, conversou com alunos do Ensino Médio sobre a situação atual do país e os motivos históricos que o levaram a guerra civil.

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A conversa foi peça chave para ampliar ideias: Osman deu uma verdadeira aula para os alunos sobre a complexidade da história da Síria e do Oriente Médio, destacando como os principais grupos da sociedade síria se relacionavam e como grupos terroristas, como o ISIS, conquistaram um espaço tão grande no país. Tais informações facilitam a forma como o aluno compreende e se coloca no mundo atual.

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Com o teatro lotado, a historiadora esclareceu muitas dúvidas dos alunos a respeito do governo sírio e das posições tomadas pela comunidade internacional diante do conflito. Houve muito interesse por parte dos alunos em aprender mais sobre a história do Oriente Médio, já que no, currículo escolar brasileiro, essa questão é pouco abordada.

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A Coordenadora de História, Ana Cíntia de Albuquerque, destaca a importância da vinda da historiadora. “É muito importante trazer uma historiadora especializada –  que, de fato, compreende os fatos históricos e não apenas o cenário atual. Ela explicou aos alunos como o passado influencia o momento que estamos vivendo”, explicou a coordenadora.

O século XXI será liderado pela China?

Professor da Fundação Dom Cabral e ex diretor do Banco Mundial, Carlos Braga, realizou uma palestra para discutir o futuro da China no cenário mundial. O evento foi realizado pela Coordenadora de História, Ana Cíntia de Albuquerque, e, pela primeira vez, ocorreu na forma de “munk debate”. A ideia é que, a partir da pergunta tema do debate, seja feita uma enquete – a favor ou contra – tanto no início quanto no final da conversa. O objetivo é evidenciar quantas pessoas mudaram ou continuaram a ter a mesma opinião.

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Para iniciar o debate, o professor fez a seguinte pergunta: O século XXI será liderado pela China? Os alunos, pelo celular, deveriam responder se estavam de acordo ou não. Durante a palestra, Carlos Braga apresentou uma série de dados para defender os dois pontos de vista e garantir que ambos os lados fossem exibidos. Dessa forma, os alunos puderam obter elementos para pensar e formar a própria opinião sobre o assunto.

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O que foi aprendido na palestra dialoga com muitos temas da atualidade que podem ajudar os alunos a criar repertório para realizar redações e provas de vestibular. Para Mayra Ivanoff Lora, Diretora Pedagógica, a palestra se deu de forma muito leve e dinâmica e, por isso, despertou no estudante o interesse pelo tema.

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“Os alunos tiveram uma ótima oportunidade de adquirir conhecimentos, não apenas para as atividades escolares, como também para a vida já que se trata de um tema muito atual”, explicou Mayra.

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“A palestra foi muito boa para expandir o conhecimento que eu tinha sobre a situação da China no cenário mundial. O palestrante, por meio de uma abordagem imparcial, apresentou dados a favor e contra a China como a futura potência acima dos EUA. Desse jeito, ficou muito mais fácil formar uma opinião” contou o aluno Pedro Salgueiro, do 3.o ano do Ensino Médio.

Dia do Saci: Band em uma perna só

Para alguns, o dia 31 de outubro foi iniciado com um pé só. Este dia é comemorado nacionalmente como o Dia do Saci, que é um personagem brincalhão de apenas uma perna, fruto do folclore brasileiro.

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IMG_5924A origem desse mito não é definida, mas historiadores especulam que o gorro vermelho do saci possa ser uma herança romana, enquanto sua personalidade gozadora possivelmente seja uma influência do folclore português. Além dessas influências na criação do Saci, ainda há aquelas regionais que modificaram o personagem ao longo dos anos.

O Dia do Saci consta do projeto de lei federal nº 2.762, de 2003, e tem como principal objetivo valorizar a cultura nacional. “O Saci representa uma lenda que se insere em um universo cultural presente apenas em algumas cidades.

IMG_5892Essa comemoração é uma forma de resgatar e valorizar o folclore brasileiro”, explica a professora de História Ana Cintia Albuquerque.

Para valorizar o personagem, o Band promoveu uma divertida atividade com os alunos, professores e funcionários. Na entrada do Colégio, foi exposta uma releitura do Saci pela Tarsila do Amaral e também diversas carapuças ficaram disponíveis para quem quisesse ser saci por um dia.

Confira a galeria de imagens com diversos sacis no Band, clicando aqui.

Dia do Saci

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Reconhecendo a necessidade de reafirmar a importância do folclore brasileiro e de seus personagens em uma sociedade que cada vez mais se esquece de suas raízes, comemora-se hoje o Dia do Saci, em homenagem à famosa lenda do menino de um pé só.

“O Saci representa uma lenda que se insere em um universo cultural presente apenas em algumas cidades. Essa comemoração é uma forma de resgatar e valorizar o folclore brasileiro”, explica a professora Ana Cintia Albuquerque.

 

 

Fonte: Folclore Brasileiro Ilustrado: Lenda do Saci Pererê

Durante a escravidão as amas-secas e os caboclo-velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras dele. Seu nome no Brasil é origem Tupi Guarani. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser brincalhão enquanto que em outros lugares ele é visto como um ser maligno.

É uma criança, um negrinho de uma perna só que usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos como o de desaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que é pretinho, O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos vermelhos. Ele também se transforma numa ave chamada Matiaperê cujo assobio melancólico dificilmente se sabe de onde vem. Ele adora fazer pequenas travessuras, como esconder brinquedos, soltar animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos, etc.

Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um Saci. Ele não atravessa córregos nem riachos. Alguém perseguido por ele, deve jogar cordas com nós em seu caminho que ele vai parar para desatar os nós, deixando que a pessoa fuja.

Diz a lenda que, se alguém jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bento ou uma peneira, pode capturá-lo, e se conseguir sua carapuça, será recompensado com a realização de um desejo.

O Saci tem uma perna e anda pelos campos aprontando das suas, mas não é do mal, ele só quer aparecer, por isso amarra a crina dos cavalos e enche de sal nas comidas.