1964, 50 anos depois

Publicado em 20/03/14

1964 generalEm História, nem todos os aniversários de datas históricas devem ser comemorados, mas os acontecimentos históricos marcados por ameaças a liberdade e a democracia, entre outros aspectos, devem ser lembrados para que não se repitam. O desconhecimento da História de seu país forma, no mínimo, um universo de ignorantes políticos. O mais grave é quando esse ignorantes políticos, usando os meios de comunicação existentes, procuram construir uma verdade histórica de não existiu. Um bom exemplo dessa ignorância política é alardear que no tempo da ditadura militar não existia corrupção no Brasil. Neste mês de março o golpe civil militar de 1964 completa 50 anos. Sobre o evento muito se tem dito e escrito. Nessa linha, gostaria de indicar três autores que lançaram importantes livros sobre o período militar.

O primeiro autor é o jornalista Elio Gaspari. Na verdade, Elio Gaspari está relançando sua monumental obra sobre o período militar. Lançados entre 2002 e 2004, os quatro livros do jornalista Elio Gaspari que retratavam a ditadura “envergonhada”, “escancarada”, “derrotada” e “encurralada”. Dez anos depois de lançados ganham edições atualizadas e versões digitais com áudios, vídeos e novos documentos, que lançam luz sobre arquivos de Golbery e Geisel. Para ver o arquivo digital, basta acessar o link http://www.arquivosdaditadura.com.br/

O outro autor é o historiador Marcos Napolitano. Seu livro 1964 História do Regime Militar Brasileiro, faz uma série de  análises políticas, econômicas, sociais e culturais do período, englobando música, cinema e teatro.

A terceira indicação é o livro do historiador Carlos Fico. Elaborada dentro da Coleção FGV de Bolso, 1964 Momentos decisivos, a obra relata ao leitor alguns antecedentes do golpe de 1964, da inesperada chegada de Goulart ao poder e da crise política que antece­deu sua derrubada. O autor também aborda o golpe em si e os momentos dramáticos vividos pelo Brasil no final de março e início de abril daquele ano e ainda demonstra como o “gol­pe” virou “ditadura”, isto é, como o evento de março de 1964 tornou-se o inaugurador do mais longo regime autoritário do Brasil republicano.

Boas Leituras

Roberto Nasser

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