Morreu o general Videla. Mais um que se vai.

Videla

Mal entrei na rede, me deparei com a manchete do UOL: Morre aos 87 Jorge Rafael Videla, ditador argentino entre 1976 e 1981. Mais um que se vai. Não dá para dizer que ele foi ditador exclusivo, já que na época a ditadura Argentina era um condomínio em que o general dividia o poder com os chefes da marinha e da aeronáutica. Mas assinava todas as ordens, portanto era o responsável, e aparecia na imprensa como o chefe. Contemporâneo de Margareth Thatcher, que também foi este ano, da mesma forma que ela, se achava todo poderoso, acima do bem e do mal. Dizia ter uma missão dada por Deus que era combater o “Comunismo”, isto é, permitir que milhares de argentinos desaparecessem, fossem brutalmente assassinados, torturados, mutilados, além de dezenas de crianças arrancadas de suas famílias, perdidas até hoje. Em nenhuma circunstância um governante tem este direito. Nem pelo povo, nem pelo país. Mas dizia não ter arrependimentos. Que seria perdoado por Deus. Bem, provavelmente em breve ele vai perceber que nunca se sai impune dessas coisas. Mas morreu na prisão, como um criminoso comum, o que já é um consolo para as famílias de suas vítimas. Enquanto isso, em um certo país sul americano…