A Grécia de Ontem e a Grécia de Hoje

Nós professores de História sempre cobramos dos nossos alunos que saibam fazer as pontes entre o passado e o presente. Este é o tema do texto do Caio dos Santos, da 3H2. Uma reflexão sobre a Grécia dos grandes filósofos e o estado nação grego que tenta se alinhar ao século XXI dentro de uma crise teimosa. Acho que os gregos antigos, sitiados pelos exércitos persas durante as Guerras Médicas tinham  perspectivas melhores.

“Ao longo do meu primeiro ano de ensino médio no colégio Bandeirantes, fui encaminhado  pela minha professora de história à árdua, porém,  adorável missão de desvendar o mundo grego da antiguidade. Durante as aulas, pude conhecer distintas maneiras de organização social que ilustravam o cenário das antigas Pólis (Cidades-estado), que dentre elas, destacavam – se Esparta e Atenas. Vale lembrar também o quão valioso é o legado grego deixado  em vários setores da sociedade contemporânea, começando pelos  Jogos Olímpicos oriundos da cidade Olímpia, que tinham o objetivo  de homenagear os Deuses da época, ou  uma rica mitologia explorada em muitos  livros e discussões acadêmicas e sem me esquecer , é claro, da filosofia (principalmente a Ateniense) que trouxe para a humanidade dois de seus maiores ícones , Sócrates e Platão, respectivamente.

No entanto, a Grécia se tornou um dos casos de maior vexame econômico do século XXI, dissolvendo qualquer perspectiva de sucesso que seu passado possa ter criado. Desde o ano de 2010 o país encontra-se numa situação delicada relacionada a gastos exorbitados que não podem ser recompensados, tanto pela discrepância entre a taxa de importação bastante superior à taxa de exportação ou então uma dívida externa que no ano de 2012 alcançou a casa dos 583 Bilhões de dólares. Ainda que tenha adotado planos de ajuda econômica, o país vem sofrendo uma brusca queda de seu PIB (Produto Interno Bruto), um gradativo aumento do desemprego e, principalmente, a perda de credibilidade no cenário nacional. Além disso, uma possível saída da Zona do Euro não parece estar longe de acontecer, visto que os países que integram este grupo foram prejudicados com este caos financeiro que tomou proporções transfronteiriças.Contudo, apesar de imerso numa situação considerada  insustentável, o país continua recebendo a ajuda de outras nações para se reconstituir, basta saber se isso será suficiente  para salvar uma ‘nação’, que durante a história, muito nos ajudou.”