San Gennaro di Palestra Italia

Por Giulio Fortuna, 3B1.

San Gennaro (São Januário em português) nasceu em Nápoles ou Benevento, ambos no sul da Itália. Aos vinte anos de idade tornou-se bispo de Benevento, ao mesmo tempo em que se iniciava a última e mais sangrenta perseguição aos cristãos durante o Império Romano, a Perseguição de Diocleciano (303 dC a 313 dC). Durante a Perseguição, o rei Diocleciano emitia éditos para matar padres, bispos e todos aqueles que seguiam a religião cristã, com o objetivo de travar o expansionismo cristão que tanto aterrorizava os imperadores romanos pela doutrina engrandecer os mais humildes.  Foi nesse contexto em que o bispo Gennaro, ao visitar os diáconos Sósio de Miserano e Próculo de Pozzuoli, além dos leigos Eutíquio e Acúcio, foi aprisionado. Após ser encarcerado, muitos dizem que o bispo Gennaro tenha sido jogado aos leões e a fornalha, como se fazia com os cristãos. No entanto, sabe-se com certeza que no ano de 305 dC San Gennaro e seus companheiros foram decapitados tornando-se mártir da Igreja Católica.

No entanto, a devoção dos habitantes de Nápoles e de toda Itália, além de seus descendentes, advém não só de sua bravura, mas principalmente pelo fato do sangue de San Gennaro, guardado em uma ampola em Nápoles, se liquefazer anualmente no dia 19 de setembro, interpretado pelos napolitanos como um fenômeno de proteção a cidade para todos os dias. Esse milagre que acontece todos os dias 19 de setembro conquistou vários devotos cristãos na Itália. Com a imigração italiana para o Brasil, a devoção também atingiu os brasileiros com descendência italiana. No dia 19 de setembro, por exemplo, ocorre a festa de San Gennaro no bairro da Mooca em São Paulo, bairro típico de descendentes italianos.

Além disso, a devoção a San Gennaro também conquistou o futebol. A Sociedade Esportiva Palmeiras chamava-se antes Palestra Italia, já que foi fundada por imigrantes italianos que criaram um clube de calccio, tendo que mudar de nome devido a Segunda Guerra Mundial. Essa origem italiana do clube (mio anche) trouxe grande devoção ao santo pelos palmeirenses.”

Literatura e História

Por Alberto Komoguchi, 3E1

“É impossível dissociar História e Literatura. Esta, de alguma forma, sofrerá influência daquela. Muitos, porém, ignoram que, justamente por estarem tão intimamente ligadas, a literatura tem enorme poder de facilitar, complementar ou até possibilitar o entendimento da História. A Ilíada e a Odisseia, de Homero, são exemplos clássicos. Quase tudo que se sabe de um período da história grega de cerca de 400 anos depende, praticamente de forma exclusiva, dessas duas obras literárias. Não por acaso os historiadores sempre buscam relatos escritos quando desejam conhecer a história de um povo.

O alcance da literatura na compreensão da História, porém, vai além. Para compreender a história de um povo, de um país, de uma civilização é necessário, antes de tudo, compreender sua cultura.  A literatura é muitas vezes a forma mais simples e eficaz de fazê-lo. Não raro, é também a mais agradável. Que forma melhor de conhecer, por exemplo, a cultura árabe do que deliciar-se com as Mil e Uma Noites? Ainda que este, à primeira vista, pareça ser um livro puramente fictício e narrativo, nele estão contidos os germes de muitos dos valores que norteiam o mundo árabe, e conhecê-los pode ser essencial no entendimento de seu contexto atual.

Há casos, ainda, em que a literatura serve como meio de se conhecer não só a cultura, como também a própria história. Trata-se de livros em que o enredo gira em torno de um acontecimento histórico. São ótimos exemplos obras como Guerra e Paz, de Liev Tolstói, que descreve a campanha de Napoleão na Rússia; e Os sertões, de Euclides da Cunha, e Veredito em Canudos, de Sándor Márai, que narram a Guerra de Canudos. A leitura de textos literários como esses torna o entendimento do fato histórico em questão muito mais fácil, na medida em que se cria, ao seu redor, uma narrativa, uma estória, que possui um poder de envolvimento maior do que relatos simplesmente descritivos.

Merecem destaque também livros que buscaram expor os anseios da sociedade de uma determinada época. Para ficar apenas com um exemplo, tem-se A Geração da Utopia, do angolano Pepetela. Nele há não só os desejos da sociedade, como décadas da história e cultura de Angola. Sua leitura pode ser indispensável para compreender a situação desse país, que é hoje um dos que apresentam pior IDH e maior crescimento no mundo.

Mesmo quando a História não é o assunto principal, ela sempre estará presente, servindo como pano de fundo no enredo de obras literárias. É o que ocorre, por exemplo, com o fenômeno da “jagunçagem” em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Nele, esse movimento serve justamente como pano de fundo para o desenvolvimento da estória de amor e vingança que protagoniza a personagem Riobaldo. Com a leitura desse livro, não só fica-se conhecendo esta que talvez seja a obra máxima da literatura brasileira, como também se compreende com considerável profundidade a figura do jagunço.

Assim, estando ou não a História em primeiro plano, a literatura apresentar-se-á como ferramenta valiosa na compreensão dos movimentos históricos e das mudanças pelas quais as sociedades passaram ou passam. Isso porque, ao contrário da abordagem objetiva presente nos livros de História, nos textos literários tem-se uma aproximação subjetiva. Ou seja, fica-se conhecendo não só o que fez a sociedade numa determinada época, mas como ela pensava, como se sentia, suas impressões sobre a própria sociedade, suas ambições, seus conflitos, seus ideais. Abandona-se o plano meramente conceitual e verifica-se como tudo isso se deu ou se dá na prática.

Por meio da leitura de Kawabata Yasunari, Tanizaki Jun’ichirō e Natsume Sōseki, por exemplo, é possível entender como a sociedade japonesa lidou com a ocidentalização e modernização de seu país. Embora nenhum desses autores tenha escrito diretamente sobre esse processo histórico, ele permeia suas obras: a oposição entre tradicional e moderno, oriental e ocidental, e os modos encontrados para se adaptar à abertura do país aos valores americanos e europeus estão, de alguma forma, presentes. Indo um pouco adiante no tempo, através de livros de escritores contemporâneos, como Ōe Kenzaburō e Murakami Haruki, já é possível observar um Japão globalizado. Principalmente nos livros desse último autor, percebe-se claramente um universo pop, cheio de dinamismo, condizente com o contexto atual japonês.

A literatura pode, além disso, servir como forma de ver o mundo de outra forma, sob outra perspectiva. Muitos, por exemplo, ao se depararem com um livro sobre os campos de concentração, já têm uma ideia pré-concebida do que vão encontrar: relatos das atrocidades cometidas pelo regime nazista, das câmaras de gás, dos incineradores. Esperam um texto emocional que fale de injustiças, tristezas. Poucos, porém, sabem, ou sequer imaginam como era a vida diária daqueles que (sobre)viviam nesses lugares, seu cotidiano. A literatura está aí também para isso: para contar o que não está nos livros de História. Assim, que forma melhor de descobrir do que lendo o relato de Primo Levi, em que é narrada sua estadia em Auschwitz? Ou ainda, que tal ler Imre Kertész, que, pasmem, escreveu em Sem destino sobre a felicidade nos campos de concentração?

A literatura é, enfim, talvez o melhor meio para se conhecer e entender a História. E, se não for a melhor, é, sem dúvidas, a mais prazerosa.”

A trégua natalina: um momento mais que surreal

Por André Bolini, 3B1

http://stlouiscatholic.blogspot.com.br/2011/12/christmas-truce-of-world-war-i.html

“Acredito que as pessoas, quando deparadas com situações trágicas ou extremas, deixam suas diferenças de lado e se unem a fim de encarar juntas o desafio em questão. Essa crença me foi reforçada quando descobri um dos acontecimentos mais inéditos do início do século XX. No Natal de 1914, os soldados que lutavam no front ocidental, tanto alemães quanto ingleses e franceses, vivenciaram um dos momentos mais marcantes da Primeira Guerra Mundial: a trégua natalina nas linhas de confronto iniciada pelos próprios combatentes.

Em 28 de julho de 1914, eclodiu na Europa uma guerra esperada para terminar antes do Natal daquele mesmo ano, mas que se estendeu por mais 4 longos e penosos anos, vitimando fatalmente cerca de 20 milhões de pessoas. Começava a Grande Guerra. Após uma série de eventos, as tropas alemãs invadiram a França pelo norte, originando assim o front ocidental. A linha de combate estabelecida, após o início da guerra, modificou-se pouco durante os 4 anos de conflito, apresentando  mudanças significativas apenas ao final da guerra quando a Alemanha já se encontrava decadente.

No entanto, em um front tão violento e mortal como o ocidental, alguns homens presenciaram um verdadeiro milagre de Natal nos dias 24 e 25 de dezembro de 1914. Na noite da véspera de Natal, começaram a ser vistas inúmeras árvores de Natal iluminadas nas trincheiras alemãs. Por ordem do Kaiser Wilhem II, imperador alemão, foram enviados incontáveis pinheiros natalinos às trincheiras teutônicas de modo a garantir, em muitos pontos do front, uma árvore a cada cinco metros ao longo de suas linhas a fim de manter a moral de suas tropas. Logo, podiam-se ouvir músicas natalinas cantadas pelas unidades alemãs e sentir um clima um tanto fraternal invadindo o campo de batalha. Prontamente, os ingleses puderam avistar um soldado alemão aproximando-se de suas trincheiras com uma bandeira branca em mãos.

Na manhã do dia 25, o inacreditável acontecia: os soldados da Entente e das Potências Centrais compartilhavam cigarros e chocolate. Unidos pelos mesmos motivos, a essência humana e solidária presente em cada um e o medo de não mais voltar para casa, inimigos que se enfrentariam no dia seguinte desfrutavam de partidas improvisadas de futebol e se deliciavam com refeições conjuntas que contavam com cotas extras de pão para o Natal. No entanto, pouco duraria a tão surreal situação, uma vez que logo tocariam os apitos dos oficiais que, estupefatos diante da cena, ordenavam o fim da trégua estabelecida pelos próprios soldados com seus inimigos, quem deveriam enfrentar e matar ao invés de divertirem-se em sua companhia. Como represália, muitos foram fuzilados para servirem de exemplo para suas tropas, tendo estas, inclusive, toda a correspondência que relatasse o caso censurada.

E assim ecerrou-se um dos mais memoráveis momentos da Primeira Guerra Mundial: um momento de humanidade em meio ao mais desumano cenário.”

 

Preconceito

No texto abaixo, a aluna Annelise Romeiro Piovesan, do 6º ano E, faz uma importante reflexão sobre o preconceito. Leia e reflita você também sobre esta questão!

‘O preconceito não deveria existir. No Brasil é crime, mas ainda há muitas pessoas que o praticam. Devemos tratar as pessoas independentes de raça, religião, classe social, etc. A escravidão foi um resultado do preconceito, que se prolongou por uns anos até as leis que libertavam os escravos. Preconceito é algo gravíssimo e algo que nunca devemos sentir. O preconceito racial é caracterizado pela convicção da existência de indivíduos com características hereditárias, determinados traços de caráter e inteligência.

DIGA NÃO AO PRECONCEITO’

A origem dos ovos de Páscoa

A Páscoa está chegando… que tal ler a pesquisa que a aluna Giovanna Chiara Angeli, do 6º ano E, fez a respeito da origem dos ovos e do coelho da Páscoa?

‘Os ovos de chocolate ou ovos de Páscoa são uma tradição milenar relacionada ao Cristianismo. Costumava-se pintar um ovo oco de galinha de cores bem alegres, pois a Páscoa é uma data festiva que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, sendo o ovo um símbolo de nascimento. Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.

E o coelho? Por que é o símbolo da páscoa?

Nesse período, muitos desses povos realizavam rituais de adoração para Ostera, a deusa da Primavera. Em suas representações mais comuns, observamos esta deusa pagã representada na figura de uma mulher que observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos.’

 

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ovo_de_P%C3%A1scoa
http://www.brasilescola.com/pascoa/a-origem-ovo-pascoa.htm

A Torá

Através do texto da aluna Beatriz Kopel, do 6º ano B, podemos conhecer um pouco do livro sagrado dos judeus: a Torá. Boa leitura a todos!

‘A Torá é o documento mais importante para a religião judaica e também muito importante para os arqueólogos e historiadores. Ela é dividida em duas partes: a primeira que é Mikra (também conhecida como Torá escrita) e a Torá Sheb’alpeh (também conhecida como Torá Oral).

Na Torá há 613 mandamentos, ou mitzvot. O primeiro mandamento fala: ‘Frutificai, e multiplicava-os, e enchei a Terra’, ele diz que é dever do homem casar-se e gerar filhos. A Torá e os livros judaicos trazem para nós a teoria de que nenhuma ideia é errada. Em Pessach, por exemplo, temos na Hagadá (um dos livros secundários dos judeus), que nós devemos tomar quatro copos e meio de vinho mas, quando a Hagadá foi feita, houve uma discussão entre os rabinos se deveriam ser quatro  copos ou cinco, então eles se decidiram por sete copos e meio para não ter nem vencedor nem perdedor e é isso que o judaísmo demonstra, igualdade e justiça.’

Periferias

Como tudo tem uma primeira vez, o “Histo é Blog” publica sua primeira poesia. É do Luca Bongiovanni, da 3H2. É sobre as coisas importantes que tornamos periféricas na vida da gente. Um aluno de humanas escrevendo poesia. Tudo parece estar no lugar certo. Espero que ele mande outras.

 

Periferias

Abro minha janela

e tenho minha visão periférica:

Seres entre dejetos, plantas entre prédios,

todos unidos por cabos de condução elétrica,

ou, todos separados na competitividade que os une.

É recomendável arriscar a vida, antes do emprego.

Emprego é vida e é morte. E tudo e nada.

Em todo, o emprego é vida,

é sobrevivência no capitalismo.

Não importa sua fé, sua visão ou seu organismo físico.

Há de se morrer todo dia, para se poder viver.

Há de se vender. Há de se lucrar, para outro lucrar mais.

 

Lucro é meu pai; competitividade, minha mãe;

Vestibular, meu…?

 

Não se pode saber abrir a janela (basta comprá-la quem o pode).

Não é permitida visão periférica,

há de se ser cego, mudo e surdo,

se esquecer da retórica

e se lembrar da história,

onde de tudo sabiam

e até hoje deixam de saber.

A Grécia de Ontem e a Grécia de Hoje

Nós professores de História sempre cobramos dos nossos alunos que saibam fazer as pontes entre o passado e o presente. Este é o tema do texto do Caio dos Santos, da 3H2. Uma reflexão sobre a Grécia dos grandes filósofos e o estado nação grego que tenta se alinhar ao século XXI dentro de uma crise teimosa. Acho que os gregos antigos, sitiados pelos exércitos persas durante as Guerras Médicas tinham  perspectivas melhores.

“Ao longo do meu primeiro ano de ensino médio no colégio Bandeirantes, fui encaminhado  pela minha professora de história à árdua, porém,  adorável missão de desvendar o mundo grego da antiguidade. Durante as aulas, pude conhecer distintas maneiras de organização social que ilustravam o cenário das antigas Pólis (Cidades-estado), que dentre elas, destacavam – se Esparta e Atenas. Vale lembrar também o quão valioso é o legado grego deixado  em vários setores da sociedade contemporânea, começando pelos  Jogos Olímpicos oriundos da cidade Olímpia, que tinham o objetivo  de homenagear os Deuses da época, ou  uma rica mitologia explorada em muitos  livros e discussões acadêmicas e sem me esquecer , é claro, da filosofia (principalmente a Ateniense) que trouxe para a humanidade dois de seus maiores ícones , Sócrates e Platão, respectivamente.

No entanto, a Grécia se tornou um dos casos de maior vexame econômico do século XXI, dissolvendo qualquer perspectiva de sucesso que seu passado possa ter criado. Desde o ano de 2010 o país encontra-se numa situação delicada relacionada a gastos exorbitados que não podem ser recompensados, tanto pela discrepância entre a taxa de importação bastante superior à taxa de exportação ou então uma dívida externa que no ano de 2012 alcançou a casa dos 583 Bilhões de dólares. Ainda que tenha adotado planos de ajuda econômica, o país vem sofrendo uma brusca queda de seu PIB (Produto Interno Bruto), um gradativo aumento do desemprego e, principalmente, a perda de credibilidade no cenário nacional. Além disso, uma possível saída da Zona do Euro não parece estar longe de acontecer, visto que os países que integram este grupo foram prejudicados com este caos financeiro que tomou proporções transfronteiriças.Contudo, apesar de imerso numa situação considerada  insustentável, o país continua recebendo a ajuda de outras nações para se reconstituir, basta saber se isso será suficiente  para salvar uma ‘nação’, que durante a história, muito nos ajudou.”

 

Crônica Sobre um Dia Perdido”

Um dia destes eu abri o Moodle e comecei a reparar que tinha um lembrete insistente sobre três mensagens novas. Que mensagens? Eu nem sabia que era possível enviar mensagens pelo Moodle! É possível. E uma delas é esse texto  do Pedro Freitas, da 3H3. No início da mensagem ele escreveu: “Professor, estive escrevendo um texto na última tarde e gostaria que o senhor desse uma olhada e um feedback, se possível, para postar no blog, caso esteja bacana.” Por que não? Poesia em forma de prosa.

“A ideia do título surgiu exatamente no mesmo instante em que lembrei da ‘Crônica sobre um dia ganho’ pois hoje não foi um dia desses: eu perdi um dia.

Caminhando pela rua, ou sentado em uma escada não é difícil perceber o número imenso de pessoas transitando, cada uma delas com sua história, seu motivo e seu propósito. Propósito. Foi essa palavra que me fez perder um dia… Propósito… Alguns tem, outros não. Mas seria necessário um propósito pra viver? É errado somente existir? Sem nenhum motivo ou causa, apenas ser por ser. Nada de querer ser parte integrante de algo maior, nem o desejo de fazer diferente, apenas existir.

Essa falta as vezes nos leva a uma viagem profunda no pensamento, uma acídia tão devastadora que nos leva a cantos de um sentimento inefável, e quando menos percebemos estamos tão desesperadamente agarrados em meia dúzia de frases prontas, algumas lembranças, ilusões misturadas com frustrações e muita saudade. Saudade de momentos que muitas vezes nem se quer vivemos. Isso porque nos falta um propósito, e no meio dessa falta descobrimos que temos medo desse “nada” que nos resta, pois o “nada” se torna o nosso “tudo”.

Momentos que não vivemos… Vivemos, viver. Outra palavra interessante. O que delimita o enorme abismo entre viver, sobreviver e existir? Esse ultimo me falta propósito, mas o cigarro apaga, o meu amor se perde e o meu propósito faz falta. Mais um dia perdido de muitos que ainda estão por vir.”

As condições de vida do escravo alforriado

Escravos Libertos IINas aulas sobre abolicionismo é comum os alunos perguntarem sobre a vida do escravo alforriado. À esse respeito, o Jornal da USP, de março de 2013, traz um síntese de uma dissertação de mestrado sobre o tema. “No século 19, entre os anos 1830 e 1888, os escravos compravam o direito à liberdade com o próprio trabalho, o que tornava precária a entrada de negros no mundo dos homens livres, e fazia perdurar o domínio senhorial. Sem recursos para pagar aos senhores a indenização exigida para a liberdade, os escravos contraíam dívidas com terceiros, e os pagavam por intermédio de contratos de locação de serviço. Esses contratos significavam, em muitos casos, um prolongamento da exploração do trabalho, uma vez que os libertos ainda eram submetidos a condições similares à escravidão“. Para saber mais, siga o link http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=28048

Roberto Nasser