História e histórias

Publicado em 23/02/13

O texto abaixo é do André Moretti, da 3B3. Ele estabelece uma relação muito legal entre a História e a Literatura a partir dos exemplos de George Orwell e Fiodor Dostoievsky. Ao que parece, estas relações estão cada vez mais claras para os alunos do Band. É o conhecimento sendo feito.

“’Quem não conhece a história está condenado a repetir seus erros’. Essa frase talvez simbolize um dos argumentos mais usados contra aqueles que não percebem a importância de se estudar o passado, mas será que tal argumento pode ser transposto para outras áreas, como a literatura? A obra 1984, considerada a magnum opus de George Orwell, é o exemplo perfeito de que a literatura pode evitar as mais diversas catástrofes, visto que a obra é uma dura crítica aos governos totalitários (tanto fascistas quanto comunistas). É possível depreender que, se não houver o devido cuidado, regimes totalitários podem triunfar em qualquer país, e apesar de haver certo exagero em alguns detalhes, como as temidas teletelas, o livro deixa evidente a possibilidade de um líder submeter milhões de pessoas, tornando-as inertes e incapazes de qualquer manifestação contra o regime vigente. Além de nos alertar sobre perigos eminentes, como os regimes totalitários orwellianos, também podemos retirar informações a respeito das forças que gerem o mundo e como os modelos políticos em voga mudam constantemente. Um exemplo disso é o autor russo Fiódor Dostoiévski. Apesar de suas obras serem focadas na psique humana, seus romances também retratam o já falido regime czarista, e como grande parte de seus protagonistas conseguiam sobreviver miseravelmente em uma Rússia que tinha seus dias de império contados. Além de suas obras, a própria vida do autor já é uma aula de história. Após as revoluções de 1848, o czar Nicolau I combateu aqueles que ameaçavam sua autocracia, e Dostoiévski era visto como uma ameaça por participar de um grupo de intelectuais que eram contra o regime. Por esse fator, o autor foi exilado na Sibéria, onde escreveu a obra Recordações da casa dos mortos, que reúne informações de como era a vida dos opositores do czar feitos prisioneiros. Muitos autores e muitas outras obras também carregam tanta importância quanto as supracitadas, o que nos mostra que a união entre a literatura e a História proporciona um aprendizado e enriquecimento cultural indispensáveis.”

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