“Les Misérables” e a História

Publicado em 16/02/13

Neste início de ano estreou nos cinemas a superprodução “Os Miseráveis”, baseada no livro homônimo de Victor Hugo, escritor francês do século XIX. O André Bolini, da 3B1, gostou tanto que fez uma resenha da obra, terminando com uma reflexão sobre a relação entre a história e a História! Aí vai.

“No dia 1º de fevereiro de 2013, estreou nos cinemas brasileiros o  filme que considerei como um dos melhores de 2012 (a produção estreara dia 5 de dezembro em Londres). “Les Misérables” (“Os Miseráveis”), dirigido por Tom Hooper, é uma adaptação às telas do clássico musical francês baseado no imortal romance do escritor  Victor Hugo.

O enredo da história gira em torno de Jean Valjean, um presidiário que, após receber sua liberdade condicional, evade-se, tornando-se um perpétuo fugitivo. Alguns anos depois, Valjean passa a cuidar da pequena órfã Cosette, cuja mãe morrera havia pouco, subsequente a uma vida repleta de sofrimento causado pelo desemprego e consequente prostituição, jogando-a na miséria que se alastrava cada vez mais pela França.

Mais tarde, já em Paris, Cosette apaixona-se por um jovem estudante revolucionário, um dos muitos seguidores de Jean Lamarque, general que se opunha ao regime vigente e defendia os interesses populares no parlamento francês. Com a morte do general, estoura a Rebelião Parisiense de Junho de 1832 durante seu cortejo funerário e barricadas são erguidas nas ruas da capital francesa a partir da mobília de muitas das pessoas que lutavam por melhores condições de vida. De mosquetes a pedras, os parisienses enfrentam as tropas do rei, mas acabam derrotados e assim, entre as mortes de estudantes em suas fortalezas de entulho, o romance se desenvolve e leva, ao final do filme, a plateia a inevitáveis lágrimas.

A obra, tanto a original de Victor Hugo quanto a adaptação teatral e cinematográfica, é verdadeiramente memorável, pois além de aflorar as emoções, aflora a curiosidade. A curiosidade do Homem é, indubitavelmente, uma das características cujo fim inexiste (assim como a estupidez, diria Einstein). Deste modo, na maioria esmagadora dos indivíduos quando deparados com uma situação inédita, surge a indagação. A partir da indagação, vem a pesquisa e a posterior resposta, o que acaba por construir o conhecimento de dado assunto.

História é para mim uma das disciplinas mais interessantes. Claro que contamos nos dedos aqueles que não professam a famosa frase ‘História é decoreba’. Discordo. História é entender um processo e, ao entender o processo, certamente a curiosidade aflorará e acabará por construir conhecimento do tema. Cito Les Misérables, pois a Rebelião é verídica e, presenteados com a dádiva da curiosidade, aposto que muitos pesquisarão sobre a tal rebelião após assistirem ao filme. E para esses que querem mais, alguns nomes e datas deixam para trás o título de ‘decoreba’ e passam a constituir o que chamamos de ‘cultura geral’.”

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