Ludwig da Baviera, um monarca diferente

Tudo sempre começa no início da aula. Eu entrei na 3B1 e lá veio a Isabela Reis, toda entusiasmada falar sobre um personagem que ela havia “descoberto”: o rei Ludwig II, da Baviera. Para quem não sabe, a Baviera (ou Bavária) é um estado que faz parte da Alemanha (no sul católico, se a referência ainda tem sentido) e é o local de origem da BMW. A Isabela então perguntou se podia mandar um texto sobre ele para o “Isto é Blog”. Óbvio que sim. Mas então, bateu a curiosidade. Por que o interesse? Aí eu descobri (não sem uma boa dose de incredulidade e espanto) que o Daniel W. Okane, da 3E1, namorado da Isabela, tem raízes alemãs e é parente do Ludwig! O W do nome do meio dele (certamente abreviado por modéstia) é Wittelsbach, da família do rei. Imaginem vocês…

“Se existisse um prêmio de personalidade mais legal da História, eu tenho certeza que (além da querida Anastasia) Ludwig II da Bavária seria um dos concorrentes.  Ludwig já nasceu um cara cool, a começar por seu nome: Ludwig Otto Friedrich Wilhelm Von Wittelsbach.  Um nome sofisticado, extremamente condizente com sua personalidade. Filho do rei Maximiliano II e Maria da Prússia, o jovem herdeiro assumiu o trono da Bavária (região situada na atual Alemanha) quando completou 18 anos, devido à morte brusca de seu pai. Talvez fosse ainda muito jovem para assumir um cargo tão importante e talvez não estivesse completamente preparado, mas uma coisa é certa: Ludwig conquistou os corações de muitos bávaros. Afinal, quem resiste a um rei jovem, culto e elegante?  Ao assumir o trono, Ludwig convocou o compositor de óperas Richard Wagner – de quem era grande admirador– a vir a sua corte em Munique.  Wagner não foi bem aceito pela conservadora sociedade da Bavária, mas isso não afastou Ludwig de sua grande admiração. Tanto que, em 1868, quatro anos após assumir o trono, iniciou o projeto de construir um castelo inspirado nos “velhos castelos dos cavaleiros alemães” (em suas palavras) cuja temática era unicamente as óperas de Wagner. Este projeto foi posto em prática em 1869, quando foi iniciada a construção de um dos castelos mais bonitos e excêntricos jamais vistos em toda a Europa: Neuschwanstein.  Por ter um custo de construção muito elevado, Neuschwanstein provocou diversos atritos entre Ludwig e seus ministros. Embora o rei tenha utilizado seu próprio dinheiro, e não o público, para a construção do castelo; a Bavária passava na época por uma crise e o endividamento de Ludwig por conta de seu projeto luxuoso não ajudava. Seus ministros se rebelaram contra ele e o acusaram de louco. Eles conseguiram um atestado médico alegando que Ludwig sofria de distúrbios mentais e o rei foi então deposto e “internado” em um castelo em Luxemburgo, onde morreu afogado. Fica até hoje, entretanto, um mistério: o corpo de Ludwig foi encontrado em uma parte rasa do lago, e o rei foi sempre famoso por sua habilidade de nadar. ”

Crédito da imagem: http://www.alemanhaporquenao.com/2011/08/os-tres-castelos-de-ludwig-ii-o-rei.html