A Felicidade é Subjetiva

Mais uma vez a 3B1 no “Isto é Blog”. O texto abaixo é do Felipe Chen (17) e certamente foi inspirado nas (parcas) aulas de Filosofia que as turmas de Biológicas têm. Filosofia é FUNDAMENTAL.

“Ao longo dos séculos, desde a Grécia Antiga até os dias de hoje, as pessoas buscam a receita perfeita para alcançar a felicidade absoluta. Enquanto alguns acreditam que o dinheiro é essencial, outros acreditam que o equilíbrio e a simplicidade é a chave para superar-se a tristeza. Infelizmente são poucos aqueles que, como Sigmund Freud, creem que não há uma receita generalizada para a felicidade, mas sim que cada um deve procura, por si, tornar-se feliz.

Para Aristóteles, a vida do homem destina-se à busca pela felicidade, a qual é alcançada por meio de uma vida equilibrada e sem exageros. Levar uma vida seguindo os ideais aristotélicos pode ser muito gratificante, uma vez que o indivíduo, ao negar os extremos, gozará de uma vida serena e sem estresse. Em contrapartida, nunca se alcançará o sucesso profissional nem a estabilidade financeira necessária para usufruir-se dos melhores serviços e tecnologias existentes neste mundo dominado pelo capitalismo.

Há também aqueles que buscam a felicidade suprema através do acúmulo de dinheiro. Para Paul Thiry, barão de Holbach, o ser humano deve sempre buscar o prazer através de bens materiais. Em uma sociedade cada vez mais imediatista, materialista e consumista – como denuncia Zygmunt Bauman – o número de pessoas que adotaram esta filosofia para serem felizes cresce em progressão geométrica. Possuir dinheiro acarreta em uma vida confortável, luxuosa e de qualidade. Honestamente, há quem não deseja comer sempre dos melhores restaurantes, viajar nas mais confortáveis cabines de primeira classe e hospedar-se nos mais luxuosos hotéis? Como qualquer coisa neste mundo, o dinheiro possui suas desvantagens. Para se conseguir uma riqueza considerável de modo honesto, são necessásrios muito trabalho e dedicação. Consequentemente, virá o estresse e a falta de tempo para dedicar-se à família e aos amigos. Aos que condenam a valorização incessante do dinheiro, deve-se tomar muito cuidado ao utilizar o clichê ‘dinheiro não traz felicidade’ pois, obviamente, é possível alguém ser rico e infeliz, mas também é possível indivíduo rico ser extremamente feliz.

Diante de tusso isso, a conclusão: para vencer a tristeza e viver em harmonia, é preciso decifrar o quebra-cabeça que é o próprio indivíduo e, assim, encontrar o caminho ideal para a felicidade.”

Ludwig da Baviera, um monarca diferente

Tudo sempre começa no início da aula. Eu entrei na 3B1 e lá veio a Isabela Reis, toda entusiasmada falar sobre um personagem que ela havia “descoberto”: o rei Ludwig II, da Baviera. Para quem não sabe, a Baviera (ou Bavária) é um estado que faz parte da Alemanha (no sul católico, se a referência ainda tem sentido) e é o local de origem da BMW. A Isabela então perguntou se podia mandar um texto sobre ele para o “Isto é Blog”. Óbvio que sim. Mas então, bateu a curiosidade. Por que o interesse? Aí eu descobri (não sem uma boa dose de incredulidade e espanto) que o Daniel W. Okane, da 3E1, namorado da Isabela, tem raízes alemãs e é parente do Ludwig! O W do nome do meio dele (certamente abreviado por modéstia) é Wittelsbach, da família do rei. Imaginem vocês…

“Se existisse um prêmio de personalidade mais legal da História, eu tenho certeza que (além da querida Anastasia) Ludwig II da Bavária seria um dos concorrentes.  Ludwig já nasceu um cara cool, a começar por seu nome: Ludwig Otto Friedrich Wilhelm Von Wittelsbach.  Um nome sofisticado, extremamente condizente com sua personalidade. Filho do rei Maximiliano II e Maria da Prússia, o jovem herdeiro assumiu o trono da Bavária (região situada na atual Alemanha) quando completou 18 anos, devido à morte brusca de seu pai. Talvez fosse ainda muito jovem para assumir um cargo tão importante e talvez não estivesse completamente preparado, mas uma coisa é certa: Ludwig conquistou os corações de muitos bávaros. Afinal, quem resiste a um rei jovem, culto e elegante?  Ao assumir o trono, Ludwig convocou o compositor de óperas Richard Wagner – de quem era grande admirador– a vir a sua corte em Munique.  Wagner não foi bem aceito pela conservadora sociedade da Bavária, mas isso não afastou Ludwig de sua grande admiração. Tanto que, em 1868, quatro anos após assumir o trono, iniciou o projeto de construir um castelo inspirado nos “velhos castelos dos cavaleiros alemães” (em suas palavras) cuja temática era unicamente as óperas de Wagner. Este projeto foi posto em prática em 1869, quando foi iniciada a construção de um dos castelos mais bonitos e excêntricos jamais vistos em toda a Europa: Neuschwanstein.  Por ter um custo de construção muito elevado, Neuschwanstein provocou diversos atritos entre Ludwig e seus ministros. Embora o rei tenha utilizado seu próprio dinheiro, e não o público, para a construção do castelo; a Bavária passava na época por uma crise e o endividamento de Ludwig por conta de seu projeto luxuoso não ajudava. Seus ministros se rebelaram contra ele e o acusaram de louco. Eles conseguiram um atestado médico alegando que Ludwig sofria de distúrbios mentais e o rei foi então deposto e “internado” em um castelo em Luxemburgo, onde morreu afogado. Fica até hoje, entretanto, um mistério: o corpo de Ludwig foi encontrado em uma parte rasa do lago, e o rei foi sempre famoso por sua habilidade de nadar. ”

Crédito da imagem: http://www.alemanhaporquenao.com/2011/08/os-tres-castelos-de-ludwig-ii-o-rei.html

As diferenças entre as gerações

O texto que segue é da Isabela Schettini, da 3B1. Uma visão interessante sobre o que é ser jovem hoje em dia. Leia e comente.

“Uma foto choca o mundo. Um jovem abre os botões da camisa e expõe seu peito diante um tanque de guerra. O cidadão tcheco luta pela democracia em seu país. A fotografia é do século passado, retrata uma das manifestações da Primavera de Praga, de 1968. É lamentável não poder relacionar este evento de luta pela liberdade com fatos contemporâneos. A juventude atual perde as conquistas de seus antepassados ativistas ao deixarem de seguir as idéias pelas quais eles lutaram. A utopia de ontem é apenas uma aula de História de hoje. Jovens do século XX lutavam pela democracia no Leste Europeu, por direitos iguais nos Estados Unidos. Atualmente, contudo, a “luta” já não existe mais. Para Zygmunt Bauman, a sociedade do século XXI é egoísta, incapaz de se manifestar para salvar a juventude perdida. Deste modo, jovens permanecem inseridos em uma ilusão de liberdade onde tudo pode ser feito. A realidade, porém, prova o oposto pois a população jovem não é livre, não se manifesta para sair da caixa chamada capitalismo. A mocidade faz “tudo” permitido dentro dos oito vértices desse cubo. Não são mais as vontade políticas que movem a população contemporânea, são as econômicas. A mudança na frente motora muda também a mentalidade da juventude. Eventos como os ataques às lojas em Londres (agosto de 2011) comprovam o quão relevante é o consumo para os jovens. Roubar uma televisão como forma de “protesto” é ridicularizar o jovem tcheco que abrira seu peito parar levar um tiro. Nem mesmo instituições como a Igreja e o exército são capazes de atrair jovens para a adesão a uma causa. O constante discurso juvenil sobre o descontentamento com sistema é inválido, uma vez que a própria juventude é o sistema falho. A verdade é lamentável, não há mais uma ideologia dentre a mocidade do século XXI. O capitalismo desenfreado transformou a Geração Y em caos. Desordenada, a juventude permanece dentro da caixa controlada pela doutrina capitalista. Resta apenas a dúvida: qual será o desfecho quando os jovens perceberem que o cubo onde eles vivem não é tão mágico? “