Disputas políticas em Roma.

Publicado em 03/06/12

Finalmente alguém escreveu um texto sobre História Antiga para este Blog. É a Giovanna (3B2/18). Geralmente os alunos torcem o nariz para este tema, já que poucos enxergam alguma relação com a realidade. Entretanto, se vocês estão acompanhando toda a movimentação política que atualmente acontece em Brasília, é impossível refletir sobre o paralelo. Estão tão distantes de nós assim?

Na tentativa de acabar com o domínio etrusco na região mediterrânea, implantou-se a República em Roma, que em apenas três séculos (IV ao II a.C) fez dessa cidade do Lácio, a capital do maior império de todos os tempos. Enquanto consecutivas conquistas territoriais ocorriam sobre a Península Itálica, Grécia, Egito e Ásia Menor, o Senado romano via-se sobrecarregado devido à difícil administração visto que, o número de escravos aumentava junto com as insatisfações da plebe e com a fome dos pequenos agricultores. Criou-se então, por volta do ano 100 a.C o sistema de triunvirato, onde três homens ficariam no encargo da administração de Roma. O primeiro triunvirato foi composto por dois generais do exército romano- César e Pompeu- e por um “mero” patrício- Grasso. E sucedeu que, com a morte de Grasso, as disputas pela centralização do poder entre César e Pompeu tiveram início, culminando na Segunda Guerra Civil da República de Roma. Julio César, cheio de si, viu-se e foi capaz de vencer a oposição do Senado liderado por Pompeu, ao seu governo ditatorial. À medida que o apoio da plebe a César aumentava, aumentava também seu número de inimigos no Senado de forma que foi  iniciada uma perseguição contra ele. Sabendo da perseguição liderada por Pompeu, César decide voltar para Roma. Pompeu, surpreso com a rápida marcha de Júlio César sobre a Itália, cruza o Adriático e se esconde na Grécia. Os generais se enfrentaram em três batalhas, das quais César saiu vitorioso. Porém, foi na batalha de Farsália, que Pompeu teve seu revés definitivo, fugindo para o Egito onde foi assassinado pelo conselho do faraó Ptolomeu XIV. Finalmente, quando chega ao Egito, César recebe um presente um tanto quanto inusitado. Uma bandeja lhe foi apresentada e nela, a cabeça de Pompeu. Apesar de livros e sites afirmarem que Júlio César ficou horrorizado, eu acho que não, pois estava evidente a sua ânsia pelo poder ditatorial em Roma. Maquiavel diria que os fins justificam os meios e eu lhe perguntaria: será?“

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