A crise européia e o ressurgimento do nazismo

Publicado em 20/05/12

O Patrick (3B2) é um rapaz que adora economia. Perdi a conta as vezes que ele veio perguntar alguma coisa sobre a atual crise que a Europa atravessa. Pelo visto deu resultado. Ele escreveu  um pequeno texto muito interessante e objetivo sobre a relação entre a crise e o ressurgimento do nazismo na Europa, utilizando o caso da Grécia. É para ler e refletir.

“São tempos difíceis para a Grécia. E segundo o que se observa na História, tempos difíceis implicam em medidas extremas. De modo resumido, devido a diversos fatores como a Crise de 2008 e o uso do dinheiro público de maneira irresponsável, foi gerado um enorme déficit econômico na Grécia. Para que o Estado pudesse arcar com a dívida, precisaria de empréstimos dos bancos europeus e fundos internacionais como o FMI (Fundo Monetário Internacional), mas como se sabe, o FMI exige um determinado fluxo de caixa e um percentual máximo de dívida pública sobre o PIB dos países que precisam deste empréstimo, para que haja uma garantia de pagamento. A fim de atender tais exigências, a Grécia efetuou enormes cortes em seus gastos públicos, o que, combinado com o desemprego ocasionado pela crise, gerou um grande descontentamento. Em meio aos protestos populares, surgiram diversos grupos e partidos com propostas de redução da austeridade exigida pela comunidade financeira e a busca de outras soluções, entre as quais a saída da Grécia da União Européia e o retorno da moeda nacional ao Dracma. Entre os partidos políticos que merecem destaque, está o ‘Aurora Dourada’, um partido neonazista, cujo emblema faz uma clara alusão à suástica nazista, e além do forte discurso nacionalista, emprega uma ideologia xenofóbica e fascista. Em muitas entrevistas, o líder do “Aurora Dourada” Nikos Mihaloliakos já negou a ocorrência do Holocausto e afirmou que Adolf Hitler foi uma grande personalidade do século XX. ‘Não digo ‘heil’ [Hitler] simplesmente porque é uma coisa que só se diz a alguém que esteja vivo’, disse ele. Nas eleições gregas de 6 de maio, seu partido obteve 7% dos votos, conquistando 21 cadeiras no parlamento (sobre 300). Analisando-se o século XX, principalmente as décadas de 1920 e 1930, torna-se evidente o fato de que tende a haver, na população uma polarização ideológica em períodos de dificuldades, mas será que é plausível, em pleno século XXI, admitir-se uma manifestação nazista em qualquer parte do mundo, tendo em vista as consequências que fatos assim tiveram para a humanidade? Eu acho que não.”

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