Política Internacional. Qual é a novidade?

KENNETH MAXWELL é um historiador inglês que escreve às 5ªs  feiras no jornal Folha de S. Paulo. Segue abaixo, uma síntese de sua última coluna publicada no dia 23 de fevereiro . Espero que gostem!

Roberto Nasser

Estamos de volta à ativa, contudo na frente internacional as notícias nada têm de animadoras.

A zona do euro terminou por montar um segundo resgate à Grécia. O pacote aparentemente vale € 130 bilhões, cerca de € 20 mil por cidadão grego. Os bancos, fundos de hedge e seguradoras terão de aceitar prejuízos de 53%. É duvidoso que porção substancial desse dinheiro chegue ao povo grego. A maior parte dele será reciclada para pagar juros sobre passados empréstimos.

Tampouco está claro que Alemanha, Finlândia e Holanda aceitarão o acordo. Como tampouco está claro que a crise do euro tenha acabado. A ameaça de contágio continua para outros países europeus endividados, como Portugal.

A França está no meio de uma campanha presidencial, e Nicolas Sarkozy bem pode sair derrotado. A Alemanha se tornou, na prática, o relutante banco de último recurso para a zona do euro.

No Oriente Médio, o cenário é sombrio. O Egito enfrentará momentos difíceis nos próximos meses, no confronto entre as aspirações democráticas e as Forças Armadas -que continuam aferradas ao poder e temerosas de perder os privilégios especiais de que há muito desfrutam.

Na Líbia, um governo central fraco encara desafio continuado por parte de milícias armadas. O país tem, pelo menos, a vantagem de dispor de recursos naturais. Já a Síria é um caso diferente. Com as vacilações internacionais e as divisões no Conselho de Segurança da ONU, o regime de Assad mantém seu sangrento, violento e infatigável ataque contra inimigos internos.

No Bahrein, os distúrbios civis retornaram. A monarquia muçulmana sunita, com apoio militar da Arábia Saudita, está enfrentando a ira de uma população majoritariamente xiita. Mas os EUA, que têm sua Quinta Frota baseada no Bahrein, vêm demonstrando pouco entusiasmo no apoio à democracia, e, de qualquer modo, estão concentrados no programa nuclear iraniano e nas ameaças do Irã ao trânsito de petroleiros pelo estreito de Ormuz, um gargalo marítimo vulnerável. Ironicamente, esses petroleiros transportam petróleo que é vital para a China e a Índia.

Israel acredita que a janela de oportunidade para um ataque militar preventivo contra o Irã esteja se fechando rapidamente. Mas a última coisa que Obama precisa em um ano de eleição presidencial nos EUA é de um novo confronto militar no golfo Pérsico. Ele está tentando conter Israel, mas é improvável que o premiê israelense Netanyahu atenda aos pedidos de Obama caso acredite, o que pode ser verdade, que a sobrevivência de Israel está em jogo.

Talvez o Carnaval tenha acabado cedo demais“.

KENNETH MAXWELL

Portinari, imperdível

Pela primeira vez no Brasil, os painéis Guerra e Paz, de Cândido Portinari, estão expostos no Memorial da América Latina.

“Uma pintura que não fala ao coração não é arte, porque só ele a entende. Só o coração nos poderá tornar melhores e é essa a grande função da arte. Não conheço nenhuma grande arte que não esteja intimamente ligada ao povo.”  Cândido Portinari.

A Guerra acaba de chegar a São Paulo, acompanhada pela Paz. Ambos os temas estão representados nos painéis Guerra e Paz, pintados por Cândido Portinari, inaugurando a exposição aberta ao público no auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo, no último dia 7 de fevereiro, na data em que se lembram os 50 anos de morte do pintor.

Com 14 metros de altura por 10 metros de largura cada um, são compostos, ao todo, por 28 placas de madeira compensada naval, com 2,2 metros de altura por 5 metros de largura, e pesam 75 quilos cada um.

A exposição de Guerra e Paz, de Cândido Portinari, está em cartaz até 21 de abril, de terça-feira a domingo, das 9h às 18h, no Memorial da América Latina (avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, Metrô Barra Funda, em São Paulo). Entrada franca. Serviço educativo: educativo@portinari.org.br. Mais informações sobre o Projeto Portinari podem ser obtidas no site www.guerraepaz.org.br.

Fonte:

http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=20202

Roberto Nasser

O ano de 2012 irá terminar, mas o mundo não

Os Mais que me desculpem, mas o ano de 2012 irá terminar no dia 31 de dezembro, porém o mundo irá continuar.
O calendário Maia de conta longa, é um dos vários por eles utilizados.  Cada 20 dias formam um “mês”, ou uinal. Cada 18 uinals, 1 tun, ou “ano”, cada 20 tuns faziam um katun e assim sucessivamente. Enquanto o nosso sistema de contagem de séculos não leva a um fim, o calendário de conta longa maia dura cerca de 5.200 anos e se encerra na data 13.0.0.0.0, que para muitos estudiosos (não há um consenso a respeito) corresponde ao nosso 21/12/2012. A mídia exótica existente criou essa ideia de fim do mundo na possível data de 2012. Os povos ameríndios não tinham essa concepção de fim do mundo. Para os estudiosos das civilizações ameríndias o consenso é de que, tal qual o nosso ano se encerra em todo  dia 31 de dezembro, para os Maias, após um ciclo de 5.200 anos recomeçaria um novo ciclo.

Relembrando o tema sobre o fim do mundo, o Blog da equipe de História recomeça 2012 a pleno vapor. Esperamos que os alunos participem e, aproveitando o mote de que o fim do mundo não irá terminar em 2012 estudem, pois as provas e os vestibulares com certeza acontecerão.

Abraços

Roberto Nasser