Há 50 anos. Legalidade!

Publicado em 29/08/11

 Quando Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente, no dia 25 de agosto de 1961, jogou o país numa crise política, militar e institucional. Os ministros militares, ecoando a vontade de boa parte das lideranças das forças armadas, não aceitavam a posse de João Goulart, que, quando ocorreu a renúncia de Jânio, estava em visita oficial a China Comunista.  A resistência ao golpe veio do sul. O governador Leonel Brizola, amparado pela população gaúcha e pelo comandante do III exército, sediado em Porto Alegre, general Machado Lopes, por 14 dias, lideraram o movimento conhecido como Rede ou Campanha da Legalidade.  Transmitindo do porão da sede do palácio do governo do Rio Grande do Sul para uma vasta rede de emissoras de rádio, assim Brizola se pronunciou no dia 27 de agosto de 1961. “O Governo do Estado do Rio Grande do Sul cumpre o dever de assumir o papel que lhe cabe nesta hora grave da vida do País. Cumpre-nos reafirmar nossa inalterável posição ao lado da legalidade constitucional. Não pactuaremos com golpes ou violências contra a ordem constitucional e contra as liberdades públicas. Se o atual regime não satisfaz, em muitos de seus aspectos, desejamos é o seu aprimoramento e não sua supressão, o que representaria uma regressão e o obscurantismo(…).

O resultado da resistência foi a ‘Solução de Compromisso” na qual Jango assumia a presidência do Brasil, mas aceitando um sistema parlamentarista. O golpe contra a democracia ficou para 1964.

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