História Nuclear

O acidente nuclear japonês de dramáticas consquências colocou em xeque a energia nuclear e seu uso. A esse respeito o jornal da USP fez o comentário abaixo.

O risco de contaminação nuclear que o Japão está vivendo desde que a usina nuclear de Fukushima foi afetada violentamente pelo tsunami que devastou o país acarretou uma série de questionamentos por parte da comunidade internacional quanto à segurança da energia nuclear e a real validade sobre sua utilização sem colocar a população em perigo. No Brasil, na mesma onda de dúvidas, as usinas de Angra dos Reis foram colocadas em xeque. Afinal, como o Brasil tem lidado com as pesquisas nesse campo?

As perguntas têm muitas variantes, é verdade. Mas na questão histórica, pelo menos, acha-se uma boa resposta: o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, o Ipen, que desde 1976 é associado à USP. Como bem lembra o professor Afonso Aquino, responsável pela área de Relações Institucionais do instituto, “a história do Ipen confunde-se com a própria história do desenvolvimento da energia nuclear no Brasil”. Trata-se de uma história rica, com certeza, que pode ser conhecida no Espaço Cultural Professor Marcello Damy – uma justa homenagem a um dos precursores do estudo da energia nuclear no País.

O acidente de Fukushima e a berlinda na qual se encontra Angra dos Reis não vão varrer o uso de energia nuclear do planeta nem do Brasil – nem vão acarretar nenhum apocalipse. Mas compreender e dimensionar bem os malefícios e benefícios desse tipo de energia atualmente é necessário para se saber que caminhos seguir. E se o mundo deve realmente viver à base do urânio ou ficar ao sabor dos ventos“.

http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=14011