História Nuclear

O acidente nuclear japonês de dramáticas consquências colocou em xeque a energia nuclear e seu uso. A esse respeito o jornal da USP fez o comentário abaixo.

O risco de contaminação nuclear que o Japão está vivendo desde que a usina nuclear de Fukushima foi afetada violentamente pelo tsunami que devastou o país acarretou uma série de questionamentos por parte da comunidade internacional quanto à segurança da energia nuclear e a real validade sobre sua utilização sem colocar a população em perigo. No Brasil, na mesma onda de dúvidas, as usinas de Angra dos Reis foram colocadas em xeque. Afinal, como o Brasil tem lidado com as pesquisas nesse campo?

As perguntas têm muitas variantes, é verdade. Mas na questão histórica, pelo menos, acha-se uma boa resposta: o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, o Ipen, que desde 1976 é associado à USP. Como bem lembra o professor Afonso Aquino, responsável pela área de Relações Institucionais do instituto, “a história do Ipen confunde-se com a própria história do desenvolvimento da energia nuclear no Brasil”. Trata-se de uma história rica, com certeza, que pode ser conhecida no Espaço Cultural Professor Marcello Damy – uma justa homenagem a um dos precursores do estudo da energia nuclear no País.

O acidente de Fukushima e a berlinda na qual se encontra Angra dos Reis não vão varrer o uso de energia nuclear do planeta nem do Brasil – nem vão acarretar nenhum apocalipse. Mas compreender e dimensionar bem os malefícios e benefícios desse tipo de energia atualmente é necessário para se saber que caminhos seguir. E se o mundo deve realmente viver à base do urânio ou ficar ao sabor dos ventos“.

http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=14011

Como Tudo Funciona

O Blog dos Professores do Band postou um endereço que é muito legal e que eu não conhecia. É o site “Como Tudo Funciona”. Apresenta artigos de vulgarização científica que vão desde o triângulo das bermudas até fraudes científicas e refino de petróleo. É muito bom mesmo e, se não tomar cuidado, passamos o dia inteiro lendo.
O site é o seguinte: http://www.hsw.uol.com.br/.

Bowie e Dylan

Semana passada eu estava explicando imperialismo na 3H2 e alguém me perguntou se eu gostava do David Bowie.  Eu disse que sim e prosegui a explicação. No fim da aula fui perseguido pela Olívia, ansiosa para saber qual minha música preferida dele. Respondi e prometi que colocaria isto no Blog.  Pois a Maria Clara, também da 3H2, ouviu e comentou que preferia Bob Dylan. Aí eu disse que colocaria Dylan também, por que não?  Comentei com minha filha Marina (da 1B2), que ouve Bowie desde pequena,  que ia postar sobre ele e Dylan no Blog. Ela observou que isso não era História, e sim Rock. Observação pertinente. Mas, onde termina um e começa o outro? O Rock faz parte da História!  Ele  foi capaz de romper várias barreiras sociais obsoletas, melhorando o mundo em vários aspectos. É impossível conceber a liberdade que as pessoas crescidas a partir da década de 1970 experimentaram sem o Rock, mesmo no Brasil.

Discussões à parte, seguem dois momentos de ambos. Dê um click no link para ouvir.

The Jean Genie – David Bowie                                                  Positively 4th Street – Bob Dylan

A tecnologia e a busca da liberdade

Sexta-feira passada as forças de segurança do governo da Síria abriram fogo contra os manifestantes que pediam loiberdades e a renúncia do “presidente”  Bashar Assad, filho do “ex-presidente” Hafez Assad. De acordo com a folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2603201102.htm)  foram 25 mortos. É provável que isto leve a uma nova interveção dos países ocidentais/ONU.

É interessante notar que, neste caso também, as redes sociais propiciadas pela tecnologia da informação são o elo fundamental para a organização de grupos  que estão cansados de viver sob ditaduras republicanas que perpetuam baixíssimos níveis sociais sob os mais variados pretextos. Isso tudo me lembrou a resistência do povo do Vietnã do Sul (país que não existe mais desde 1976) contra a ditadura de um sujeito chamado Ngo Din Dien, sustentado pelos Estados Unidos. Em sua resistência cotidiana à ditadura, os sul vietnamitas, apesar de não contarem com a internet (nem satélites de comunicação comerciais existiam!), souberam utilizar de forma magistral a tecnologia disponível. A foto abaixo chocou o mundo e chamou a atenção da opinião pública intenacional para a repressão no Vietnã do Sul.

File:Burningmonk.jpg

O monge budista Hòa thượng Thích Quảng Đức, imolou a si próprio no ano de 1963 em plena cidade de Saigon (capital do Vietnã do Sul, hoje Ho Chi MInh)  para protestar contra a ditadura sul vietnamita. Não mpoderia ter sido mais eficaz, nem se existissem celulares com transmissão de dados em tempo real.

A intervenção na Líbia

Quinta-feira passada o conselho de segurança da ONU aprovou (com a discordância do Brasil) a intervenção internacional na Lìbia. EUA, França e Inglaterra lideram uma nova coalizão contra um país pobre. O pretexto é evitar o massacre de civis pelas tropas do ditador Muammar Gaddafi. Ontem à tarde os primeiros aviões franceses bombardearam as forças do governo líbio e não estão rpevistas ações militares em terra. Este novo conflito, interno que foi internacionalizado, merece uma reflexão. Dois pontos me ocorrem:

1 – Até que ponto os países mais fortes do mundo têm o direito de intervir na Líbia?

2 – Quais os interesses por trás da intervenção?

Uma observação final: a  chanceler da Alemanha já avisou que não vai participar desta intervenção. mais uma vez a Alemanha se recusa a participar de uma ação bélica internacional. Apesar das forças alemãs terem participado da coalisão que interveio no Iraque, a postura antibélica da Alemanha tem sido padrão nos últimos cinquenta anos. Lições da Segunda Guerra?

Partidos Políticos ou sopa de letrinhas?

O quadro político partidário brasileiro é em si um desafio para todas as formas (sociológicas, jurídicas e políticas) de compreensão sobre o que é um partido político. O nosso caso mais recente é o da desidratação do DEM (Democratas). Embora houvesse passado por um “botox político”, quando de sua transformação de PFL ( Partido da Frente Liberal) para DEM, tal fato não conseguiu deter seu  declínio eleitoral. Como resultado, o grupo liderado pelo atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, busca uma forma sui generis de burlar a lei. Para não correr risco de perder seu mandato para o DEM, caso abandone o partido, Kassab e seu grupo inventaram um partido de transição, o PDB (Partido da Democracia Brasileira). A estratégia é fundar o novo partido e num segundo momento se fundir com o PSB (Partido Socialista Brasileiro). Por essas e outras, que nunca é fora de época afirmar o que se afirmava no Império sobre os partidos políticos de então. Nada mais liberal do que um Conservador na oposição e nada mais Conservador do que um Liberal no poder.

Japão…

O primeiro ministro do Japão afirmou que esta é a maior crise que o país passa desde a Segunda Guerra Mundial.  A imagem abaixo dá a dimensão. O lodo “bom” desta tragédia é a solidariedade: até a China deixou de lado a secular rivalidade com o Japão e ofereceu ajuda. Ainda bem que é muito humano ser solidário nestes momentos. A nós, resta torcer muito por nossos irmãos japoneses.

A democracia brasileira vista por um anarquista

Acabei de receber um texto sobre a democracia brasileira de um rapaz que é uma usina de textos, o Ricardo Johnston da 3H3, ou ” Black Richard”, devido às suas preferências anarquistas (para quem não sabe, o símbolo do Anarquismo é a bandeira negra). Desta vez ele mandou uma reflexão sobre o Brasil usando como pretexo a demcracia brasileira. Seguem os trechos mais significativos:

“Podemos começar a dizer que a democracia brasileira é apenas uma grande piada com quem nela vive. Por ser uma democracia, as pessoas deveriam ter o direito de voto, portanto, apenas quem se interessa e julga entender de política votaria. Infelizmente, em nossa grande piada,  o voto é obrigatório, o que abre um leque de oportunidades para os políticos, que sempre são mal-intencionados, se elegerem. Então, o político mais honesto não será eleito, e sim, aquele que mais fez pela grande massa. Uma massa que vive na miséria e se contenta em receber uma pequena quantia do Programa Bolsa Família para sobreviver. E essas pessoas acham mesmo que o governo é muito bom em fornecer essas oportunidades (…).

Se voltarmos à Roma antiga, poderemos destacar a política do Pão e Circo, onde o Imperador oferecia a sua população diversão e alimentos. Os gladiadores são um exemplo dessa diversão, e enquanto o prisioneiro lutava com leões, funcionários do governo distribuíam alimentos. Essa ideia surgiu para manter a massa de desempregados, que tinham acabado de migrar para a cidade em busca de emprego, sem fazer revoltas, mantendo-a ocupada e alimentada. Se trouxermos esse conceito aos dias de hoje, veremos que o Bolsa Família não passa de uma esmola dada pelo governo para manter a população satisfeita, como o pão da política romana. E qual é o circo atual? Há vários adotados, mas nenhum deles se iguala ao futebol (…) Esse cidadão entretido e ocupado, não percebe o grande circo onde vivemos e onde somos os palhaços.”

É isso aí. Ele só esqueceu de mencionar o carnaval…

Comentários são bem vindos.