Até que ponto somos pessoas do século XX?

Publicado em 13/02/11

Na primeira aula de História na 2b1 de 2010, não lembro em que circunstância, eu afirmei que, apesar de estarmos no século XXI, ainda éramos pessoas do século XX, principalmente no que diz respeito aos nossos valores e nossa forma de pensar o mundo.  Em certa medida eu ainda acredito nisso. Mas é um tema aberto.

Tão aberto que o Mateus Cunha, da 3B1, me procurou semana passada dizendo que havia refletido sobre isso todo este tempo e que tinha algumas ressalvas. Aí eu o convidei a escrever um texto para o blog, expondo seu ponto de vista. Bem, aí vai o texto que, com mínimas modificações, é o mesmo que o Mateus mandou.

É grande a diferença? Nem tanto.

Bom, aqui estou eu no meu primeiro post no blog da Equipe de História do Colégio Bandeirantes após um breve diálogo com o Pérsio que ainda desejo terminar. Sobre o que conversávamos? Então, lembra daquela aula, a primeira aula do segundo ano, em que ele dissera que ainda pensamos como pessoas do século XX? Eu lembro. E desde então, quando me vejo em momentos ociosos, ponho-me a pensar naquela aula. Será que pensamos mesmo como cidadãos de, no mínimo, duas décadas atrás? Não e sim.

Caro leitor, você pode fazer sua cara de repulsa ao olhar para a resposta e, numa pura expressão de rebeldia adolescente, berrar a plenos pulmões “Não sou como papai!” o quanto quiser, mas, inexoravelmente, você é; salvo, novamente, algumas particularidades. O fato é que a geração atual (e, diga-se de passagem, de todos os que nasceram de 1991 a 2010), embora tenha presenciado novas formas de comunicação (e até de manipulação das massas), de ascenção social (Justin Bieber, por exemplo foi descoberto por meio do youtube), modificado certas noções e definições de relação (como a amizade, a designação do  termo ‘amigo’ para ‘alguém que adicionei em certa rede social’) e presenciado diferentes momentos históricos através de seu desenvolvimento (enquanto os pais presenciaram em sua juvemtude o Diretas Já e a renúncia de Jânio Quadros, a juventude atual presenciou o atentado ao WTC e a Crise de 2008),  ainda carrega valores pertencentes à visão de mundo de gerações passadas, como o preconceito contra determinados grupos étnicos ou sociais, objetivos, sejam eles de caráter pessoal, profissional ou até desejos estimulados por nosso modelo de sociedade de consumo  (qual o seu? Ser feliz? Ser um profissional de excelência? Ganhar dinheiro e ter um carrão? Pois é, esses eram os de seus pais também) e crenças. Há muito mais o que se falar, mas, como a intenção desse blog vai muito além de informar, mas de provocar o debate por meio da expressão de opiniões, vou deixar que tudo o que falta  seja dito e concluído por você.”

O Mateus levantou o assunto. Então…

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