A Líbia, o Kadhafi e o Bin Laden

Antes que o líder líbio, o coronel Kadhafi, não seja mais o líder líbio ou não tenha mais Líbia para liderar (e pelo andar da carruagem é isto que tende a acontecer), o Nasser encontrou no Estado de S. Paulo um mapa interativo que mostra rapidamente a história da Líbia, mas com informações preciosas para quem quer entender por que o Kadhafi está ponto a culpa de tudo no Osama Bin Laden. Aí vai:
http://www.estadao.com.br/especiais/quatro-decadas-de-ditadura-no-libano,131869.htm. (Embora no site o nome esteja Líbano, é Líbia mesmo)

Rumo a uma democracia digital?

A tecnologia será um facilitador para a implantação de uma democracia digital? Por meio da tecnologia, poderemos como os antigos gregos, fazer um plebiscito envolvendo todos os cidadãos? Será possível dispor dos atuais representantes do povo, o Poder Legislativo, seu fisiologismo e seu custo com pouco retorno para a população? A respeito do papel da tecnologia nos dias atuais, o jornal da USP fez o seguinte comentário. “A recente grande manifestação popular que aconteceu no Egito – e que ganhou ares de revolução quando o ditador Mubarak deixou o poder – teve duas grandes vedetes. A primeira, obviamente, o próprio povo egípcio, que tomou a Praça Tahir, no Cairo, e lá ficou por duas semanas até alcançar seu objetivo final. A segunda vedete dos acontecimentos no norte da África foi a internet: foi através das redes sociais que milhares de jovens egípcios traçaram seus planos de ação. É a função da tecnologia em nossas vidas como propagadora do conhecimento. Uma função, como os acontecimentos históricos atuais demonstram, que vai muito além de posts inofensivos e curiosidades adolescentes. A tecnologia é uma ferramenta poderosa, mas que ainda precisa ser mais bem compreendida e estudada. Ajudou a eleger um presidente – Barak, e derrubar outro, Mubarak. Afora a curiosidade da aliteração, são extremos de um mesmo fio que ainda está sendo desenrolado.

 Fonte: http://espaber.uspnet.usp.br:80/jorusp/?p=13779

Ainda as rebeliões no Oriente Médio

Continua a onda de rebeliões populares e, ao que parece, mais firme do que nunca, forçando governantes que estão no poder há dezenas de anos a fazer concessões das mais diversas, além da habitual repressão que já provocou centenas de mortos. É a “Primavera” dos países árabes? Estamos diante de acontecimentos que podem remeter às Revoluções européias do século XIX, nas quais as pessoas comuns lutaram e morreram por democracia e por uma vida digna? Comparações deste tipo sempre aparecem.  De qualquer forma, pelo que se percebe,  as pessoas daqueles países estão cansadas de viver da forma que vivem.

O site do jornal  O Estado de S. Paulo, seção Internacional, traz um mapa iterativo muito interessante para compreender a propagação das insurreições. O link é o que segue: http://www.estadao.com.br/especiais/a-revolucao-que-abalou-o-mundo-arabe,130095.htm.

China se torna segunda maior economia mundial

O PIB chinês chegou a US$ 5,88 trilhões ante US$ 5,47 trilhões do Japão, que anunciou crescimento de 3,9% no ano passado. A diferença de US$ 410 bilhões entre os dois países supera o tamanho da economia da Argentina, que atingiu US$ 351 bilhões no ano passado, segundo cálculo elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O resultado era impensável há uma década, quando o Produto Interno Bruto (PIB) chinês representava apenas um terço do japonês, e reflete tanto o dinamismo da China como a estagnação que o Japão enfrenta há duas décadas. Por outro lado, os 1,3 bilhão de habitantes da China, agora a segunda maior economia do mundo, continuam bem mais pobres que os 128 milhões de japonesas, na terceira posição – o PIB per capita chinês equivale a cerca de um décimo dos US$ 43 mil dos japoneses.

 Fonte:OESP 15/02/2011.

A Reforma política

Há algum tempo discute-se a necessidade de uma reforma política no Brasil. Uma das propostas é a de acabar com o atual sistema do voto proporcional substituindo-o pelo voto majoritário. No sistema proporcional vale o chamado quociente eleitoral, fórmula que leva em conta não apenas o desempenho dos indivíduos nas urnas, mas também o de seus partidos. Já no sistema majoritário vencem os candidatos mais votados. Por exemplo, na Câmara dos Deputados, o Estado de São Paulo possui 70 vagas, ou cadeiras. Pelo sistema majoritários os 70 primeiros colocados seriam os eleitos.

O cientista político Jairo Nicolau na edição de 06 de fevereiro de 2011 no jornal Estado de São Paulo afirma que “O sistema majoritário na eleição para a Câmara dos Deputados, com os chamados distritões, é uma excrescência do ponto de vista eleitoral. Seria um retorno ao que vigorava no século 19. Era um modelo tão absurdo que foi abandonado. Não merece ser levado a sério”.

Atualmente só 3 países adotam o sistema majoritário, o Afeganistão, a Indonésia e a Jordânia.

Até que ponto somos pessoas do século XX?

Na primeira aula de História na 2b1 de 2010, não lembro em que circunstância, eu afirmei que, apesar de estarmos no século XXI, ainda éramos pessoas do século XX, principalmente no que diz respeito aos nossos valores e nossa forma de pensar o mundo.  Em certa medida eu ainda acredito nisso. Mas é um tema aberto.

Tão aberto que o Mateus Cunha, da 3B1, me procurou semana passada dizendo que havia refletido sobre isso todo este tempo e que tinha algumas ressalvas. Aí eu o convidei a escrever um texto para o blog, expondo seu ponto de vista. Bem, aí vai o texto que, com mínimas modificações, é o mesmo que o Mateus mandou.

É grande a diferença? Nem tanto.

Bom, aqui estou eu no meu primeiro post no blog da Equipe de História do Colégio Bandeirantes após um breve diálogo com o Pérsio que ainda desejo terminar. Sobre o que conversávamos? Então, lembra daquela aula, a primeira aula do segundo ano, em que ele dissera que ainda pensamos como pessoas do século XX? Eu lembro. E desde então, quando me vejo em momentos ociosos, ponho-me a pensar naquela aula. Será que pensamos mesmo como cidadãos de, no mínimo, duas décadas atrás? Não e sim.

Caro leitor, você pode fazer sua cara de repulsa ao olhar para a resposta e, numa pura expressão de rebeldia adolescente, berrar a plenos pulmões “Não sou como papai!” o quanto quiser, mas, inexoravelmente, você é; salvo, novamente, algumas particularidades. O fato é que a geração atual (e, diga-se de passagem, de todos os que nasceram de 1991 a 2010), embora tenha presenciado novas formas de comunicação (e até de manipulação das massas), de ascenção social (Justin Bieber, por exemplo foi descoberto por meio do youtube), modificado certas noções e definições de relação (como a amizade, a designação do  termo ‘amigo’ para ‘alguém que adicionei em certa rede social’) e presenciado diferentes momentos históricos através de seu desenvolvimento (enquanto os pais presenciaram em sua juvemtude o Diretas Já e a renúncia de Jânio Quadros, a juventude atual presenciou o atentado ao WTC e a Crise de 2008),  ainda carrega valores pertencentes à visão de mundo de gerações passadas, como o preconceito contra determinados grupos étnicos ou sociais, objetivos, sejam eles de caráter pessoal, profissional ou até desejos estimulados por nosso modelo de sociedade de consumo  (qual o seu? Ser feliz? Ser um profissional de excelência? Ganhar dinheiro e ter um carrão? Pois é, esses eram os de seus pais também) e crenças. Há muito mais o que se falar, mas, como a intenção desse blog vai muito além de informar, mas de provocar o debate por meio da expressão de opiniões, vou deixar que tudo o que falta  seja dito e concluído por você.”

O Mateus levantou o assunto. Então…

O Egito e os nossos preconceitos

Todos sabemos que a pelo menos duas semanas os moradores da cidade do Cairo estão rebelados contra o governo do presidente Mubarak. Crise econômica, desemprego em alta, principalmente dos jovens, e falta de espaço para expressão política, são fatores que podem explicar o fenômeno, e as pessoas envolvidas parecem estar querendo mudanças. Mas, que tipo de mudanças?

Esta questão leva a uma reflexão. Do lado de cá, já vi muita gente dar como certo o envolvimento dos muçulmanos fundamentalistas, que estariam tramando a instalação de um regime no modelo iraniano (república islâmica) a fim de conquistar todo o norte da África e o Oriente Médio. Isto deve parecer óbvio a estas pessoas, pois o que mais a população de um país árabe/muçulmano há de querer? Democracia? Igualdade entre os gêneros? Liberdade de expressão, organização e consciência?  É aí que os nossos preconceitos aparecem.  Tomar todos os muçulmanos por fundamentalistas fanáticos  (lembremos que também existe um fundamentalismo cristão) é  como tomar o árabe por muçulmano, ou o islamismo como sinônimo de ignorância e obscuridade. Com as redes sociais espalhadas por todo o mundo e toneladas de informações transmitidas à velocidade do pensamento, certamente os egípcios, de todas as religiões e tipos físicos, devem estar interessados em experimentar a democracia, que pode ser uma forma ruím de convivência, mas ainda não inventaram uma melhor. E o caminho que eles escolherem não é melhor ou pior que o caminho que outros povos escolheram.

De qualquer forma, o assunto nos induz a pensar  sobre a imagem que temos dos outros que, como nós, habitam este planeta.

Em tempo: oportuna  a exposiação sobre a cultura islâmica promovida pelo Centro Cultural do Banco do Brasil, que vai até o dia 27 de março. O CCBB fica na rua  Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, perto do metrô São Bento. Mais informações, no site WWW.bb.com.br.

Ano II

Cá estamos nós, mais uma vez registrando neste blog. Ano novo, turmas novas. Mas a vontade de envolver cada vez mais gente na discussão de temas interessantes continua a mesma. Esperamos (eu e o Nasser) que este espaço sirva para aqueles que, embora novos de idade, acreditam que é essencial o exercício da Liberdade.
Para aqueles que pensam diferente, o espaço é de vocês também.
Aproveitem…