Para que serve um vice presidente?

O filósofo, Renato Jannine Ribeiro, Professor da Unicamp, em artigo pulicado no jornal O Estado de S. Paulo, fez a seguinte análise “Será que precisamos de vice-presidente, vice-governador, vice-prefeito? A dificuldade na escolha dos vices de Dilma Rousseff e José Serra suscita essa pergunta. Um vice pode tornar-se presidente: dos sete presidentes civis eleitos desde 1950, quatro não terminaram o mandato, tarefa que foi repassada a seus vices (…).
Renato Janine Ribeiro – OESP 08/08/2010

Sobre o Socialismo

Recebi o seguinte texto do Rodrigo da 3H1. Leiam e reflitam sobre.

“Aproveito o embalo das aulas de História do Brasil e Geral sobre Estado Novo, Guerra Fria e outros temas, para colocar em cheque uma questão que percebo resistir até hoje e consequentemente, existente na minha geração.

O que é o comunismo?

Já se debateu muito, mas talvez não o suficiente para que certos pontos, para os meus contemporâneos, fossem esclarecidos.

E não que esse texto irá necessariamente esclarecê-los, mas no mínimo extravasar algo que percebo.

Talvez boa parte saiba que o comunismo é um passo além do socialismo e que é caracterizado, principalmente, pela ausência de um Estado e pela presença de uma sociedade igualitária. Entretanto, ainda existe o mito do comunista marginalizado pela alcunha de ‘devorador de criançinhas’.

Ou senão, uma ideia vaga dessa coisa, que uns já chamaram de utópica e outros de ‘a’ solução.

Atribuo isso, a meu ver, a alguns fatores.

Primeiro, ao fato de não termos presenciado uma manifestação de vida desse ‘ser’ chamado Comunismo. Pelo menos, jamais enquanto realidade. Somente nos livros e manifestos. Se existisse uma grande força comunista ativa no país se saberia mais a respeito e não o encararíamos como uma entidade que um dia já rondou estas bandas ou como um monstro do armário.

Segundo, a ideia original de comunismo já foi reformada e revolucionada inúmeras vezes. Cito formas que contribuíram para uma concepção distorcida da ideologia comunista como o stalinismo e o maoísmo, que, em minha opinião, divergem em sérios pontos da origem e não podem ser encarados como o comunismo e, portanto, não são exemplos passíveis de julgamento e formação de opinião.

Terceiro, os tempos são outros, o comunismo ainda pode ser atual, vide a marginalização do terceiro mundo e sua subjugação ao primeiro, mas o contexto em que foi concebido é impraticável atualmente. Porém, tem gente que resiste em pregar a revolução do proletariado.

E o mais curioso é que essas pessoas da minha idade, que encaram os comunistas de maneira indiferente ou o reconhecem como ‘devoradores de crianças’, vivem justamente em uma era de exploração. A era do capitalismo feroz, que já foi pior, mas tem suas barbaridades e poderia ser confrontado com o ideal de igualdade ou de justiça social do comunismo.

Por isso, por mais que me pareça justificável, é estranho que alguns mitos do comunismo ainda resistam, sendo que suas ideias permanecem atuais.

Espero ter ido um pouco além da teoria vista e revista e transparecido uma opinião meramente interpretativa, longe da especificidade.”

Rodrigo Dantas Valverde, 3H1.

65 anos das bombas de Hiroshima e Nagasaki

Já disse alguém muito citado, cuja identidade já está há muito perdida, que quem não conhece a História corre o risco de repetí-la. Pois aí temos. Sexta-feira passada a bomba de Hiroshima fez 65 anos. Amanhã, segunda-feira, será a de Nagasaki. Tanto tempo depois, é de se perguntar se as justificativas para tais atos dadas na época ainda se sustentam. As imagens da época são inequívocas.
Estão em http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/hiroshima-65-anos-depois/. Acessem e confiram.