Radicalismo, racismo, intolerância e violência: o que está por trás de Charlottesville

Richard Spencer, pai do conceito de 'alt-right', no conflito de Charlottesville. (imagem: El País)

Richard Spencer, pai do conceito de ‘alt-right’, no conflito de Charlottesville. (imagem: El País)

A cidade de Charlottesville, localizada no estado da Virgínia, ao sul dos Estados Unidos, foi palco de uma disputa ente grupos supremacistas brancos e seus opositores no Sábado, dia 12 de agosto, que resultou em feridos e uma pessoa morta. A cidade de 45 mil habitantes presenciou a materialização da ação de grupos considerados de extrema-direita, que têm crescido em aparições públicas, declarações e manifestações nos Estados Unidos desde a campanha que elegeu Donald Trump à presidência do país.

Sobre o assunto, e contexto geral em torno dele, recomendamos as seguintes leituras:

 

http://m.folha.uol.com.br/mundo/2017/08/1909554-a-extrema-direita-esta-em-ascensao-nos-eua.shtml

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/13/internacional/1502645550_679199.html

 

Boa leitura!

EUA e Coreia do Norte: farpas e tensão

Os protagonistas do conflito: Kim Jong-un, à esquerda, e Donald Trump, à direita. (imagem: CNN)

Os protagonistas do conflito: Kim Jong-un, à esquerda, e Donald Trump, à direita. (imagem: CNN)

Os jornais de praticamente todo o mundo acompanham apreensivos a tensão existente entre os governos dos Estados Unidos e da Coreia do Norte. Nos pronunciamentos de seus líderes políticos – os marcantes e controversos Donald Trump e Kim Jong-un – fica cada vez mais clara a oposição entre os países, e cresce o receio por possível um conflito armado. Dadas as muitas variáveis geopolíticas que envolvem o conflito, é essencial a atenção para manter-se informado, e para isso este post foi criado!
Sobre o mais recente ponto de discórdia, a disputa pela ilha de Guam, indicamos os seguintes textos publicados nas plataformas digitais:

http://publico.uol.com.br/mundo/noticia/coreia-do-norte-colocou-guam-na-mira-porque-1781874

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/11/internacional/1502470561_146705.html

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/11/internacional/1502460952_152620.html

Boa leitura!

Um novo olhar sobre a Síria

A guerra civil na Síria já dura há seis anos e, no geral, sua raiz e história ainda são desconhecidas. Samira Adel Osman, professora da Unifesp especializada em história do Oriente Médio, conversou com alunos do Ensino Médio sobre a situação atual do país e os motivos históricos que o levaram a guerra civil.

IMG_1651

A conversa foi peça chave para ampliar ideias: Osman deu uma verdadeira aula para os alunos sobre a complexidade da história da Síria e do Oriente Médio, destacando como os principais grupos da sociedade síria se relacionavam e como grupos terroristas, como o ISIS, conquistaram um espaço tão grande no país. Tais informações facilitam a forma como o aluno compreende e se coloca no mundo atual.

IMG_1961

Com o teatro lotado, a historiadora esclareceu muitas dúvidas dos alunos a respeito do governo sírio e das posições tomadas pela comunidade internacional diante do conflito. Houve muito interesse por parte dos alunos em aprender mais sobre a história do Oriente Médio, já que no, currículo escolar brasileiro, essa questão é pouco abordada.

IMG_1956

A Coordenadora de História, Ana Cíntia de Albuquerque, destaca a importância da vinda da historiadora. “É muito importante trazer uma historiadora especializada –  que, de fato, compreende os fatos históricos e não apenas o cenário atual. Ela explicou aos alunos como o passado influencia o momento que estamos vivendo”, explicou a coordenadora.

O século XXI será liderado pela China?

Professor da Fundação Dom Cabral e ex diretor do Banco Mundial, Carlos Braga, realizou uma palestra para discutir o futuro da China no cenário mundial. O evento foi realizado pela Coordenadora de História, Ana Cíntia de Albuquerque, e, pela primeira vez, ocorreu na forma de “munk debate”. A ideia é que, a partir da pergunta tema do debate, seja feita uma enquete – a favor ou contra – tanto no início quanto no final da conversa. O objetivo é evidenciar quantas pessoas mudaram ou continuaram a ter a mesma opinião.

carlos_braga1

Para iniciar o debate, o professor fez a seguinte pergunta: O século XXI será liderado pela China? Os alunos, pelo celular, deveriam responder se estavam de acordo ou não. Durante a palestra, Carlos Braga apresentou uma série de dados para defender os dois pontos de vista e garantir que ambos os lados fossem exibidos. Dessa forma, os alunos puderam obter elementos para pensar e formar a própria opinião sobre o assunto.

carlos_braga2

O que foi aprendido na palestra dialoga com muitos temas da atualidade que podem ajudar os alunos a criar repertório para realizar redações e provas de vestibular. Para Mayra Ivanoff Lora, Diretora Pedagógica, a palestra se deu de forma muito leve e dinâmica e, por isso, despertou no estudante o interesse pelo tema.

carlos_braga4

“Os alunos tiveram uma ótima oportunidade de adquirir conhecimentos, não apenas para as atividades escolares, como também para a vida já que se trata de um tema muito atual”, explicou Mayra.

carlos_braga3

“A palestra foi muito boa para expandir o conhecimento que eu tinha sobre a situação da China no cenário mundial. O palestrante, por meio de uma abordagem imparcial, apresentou dados a favor e contra a China como a futura potência acima dos EUA. Desse jeito, ficou muito mais fácil formar uma opinião” contou o aluno Pedro Salgueiro, do 3.o ano do Ensino Médio.

Dia do Saci: Band em uma perna só

Para alguns, o dia 31 de outubro foi iniciado com um pé só. Este dia é comemorado nacionalmente como o Dia do Saci, que é um personagem brincalhão de apenas uma perna, fruto do folclore brasileiro.

IMG_5899

IMG_5924A origem desse mito não é definida, mas historiadores especulam que o gorro vermelho do saci possa ser uma herança romana, enquanto sua personalidade gozadora possivelmente seja uma influência do folclore português. Além dessas influências na criação do Saci, ainda há aquelas regionais que modificaram o personagem ao longo dos anos.

O Dia do Saci consta do projeto de lei federal nº 2.762, de 2003, e tem como principal objetivo valorizar a cultura nacional. “O Saci representa uma lenda que se insere em um universo cultural presente apenas em algumas cidades.

IMG_5892Essa comemoração é uma forma de resgatar e valorizar o folclore brasileiro”, explica a professora de História Ana Cintia Albuquerque.

Para valorizar o personagem, o Band promoveu uma divertida atividade com os alunos, professores e funcionários. Na entrada do Colégio, foi exposta uma releitura do Saci pela Tarsila do Amaral e também diversas carapuças ficaram disponíveis para quem quisesse ser saci por um dia.

Confira a galeria de imagens com diversos sacis no Band, clicando aqui.

ELEIÇÕES 2014

As eleições estão chegando. 2014 é ano de eleições. Os eleitores deverão votar nos cargos de Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual.

A eleição para Presidente, pela importância do cargo sobre os demais, acaba polarizando as atenções. Na disputa presidencial surgiu um fato não esperado. A morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, num acidente aéreo, como resultado o destino bateu à porta de sua vice, Marina Silva, colocando-a na disputa não mais como uma protagonista secundária, pois até então, sua tentativa de fazê-lo havia sido impedida por não ter conseguido registrar a tempo seu partido, Rede Sustentabilidade. As últimas pesquisas (IBOPE/DATA FOLHA) do início de setembro indicam um empate técnico entre Marina Silva e Dilma Roussef, candidata do PT à reeleição. Como explicar esse aparecimento fulgurante de Marina Silva? Vários aspectos devem ser levados em consideração. Primeiro a candidata têm um espaço importante na política nacional, pois na última eleição presidencial conseguiu 20% dos votos válidos. Não custa lembrar que Eduardo Campos, na última pesquisa feita antes do acidente que o vitimou estava com só 8% das intenções de voto. Um segundo aspecto importante, que os institutos de pesquisa têm demonstrado desde as manifestações de junho/julho de 2013, que há no eleitorado uma vontade de mudança. Um terceiro aspecto é que Marina Silva está atraindo eleitores que votariam em branco ou nulo e que também está tirando eleitores de outros partidos, particularmente do candidato Aécio Neves do PSDB, como bem demonstra a última pesquisa DATA FOLHA do dia 03 de setembro, indicando 14% das intenções de voto para o candidato do PSDB (na pesquisa DATA FOLHA do dia 18 de agosto Marina Silva tinha 21% das intenções de voto e Aécio Neves tinha 20%).

Em contrapartida há uma série de questões que estão nas análises políticas e para as quais ainda não há respostas, mas mesmo assim, devem ser colocadas. Primeira. Conseguirá Marina Silva resistir ao bombardeamento que PT e PSDB já fazem à sua pessoa com o intuito de desconstruir sua imagem positiva existente frente ao eleitorado? Segunda. Conseguirá Marina Silva responder adequadamente as contradições existentes em seu projeto político como, por exemplo, sua postura ambientalista versus agronegócio, ou sua defesa de se ensinar o Criacionismo nas escolas? Ou o recuo na proposta para a comunidade LGBT e sua posição contrária ao aborto?  Ao lançar seu programa de governo teve que modificá-lo um dia depois devido pressões de grupos evangélicos. Terceira. Em caso de sua vitória. Ela imporá suas ideias ou deverá seguir as ideias do partido que a acolheu, no caso o PSB? Haverá espaço político para ambas as propostas? Quarta. Em caso de sua vitória qual será o papel do Rede Sustentabilidade em seu governo? Quinta. Caso eleita. Como será construída a governabilidade de seu governo no Congresso sem possuir a maioria dos votos dos Deputados e Senadores? Sexta. Aécio Neves conseguirá recuperar o espaço perdido ou já está sofrendo do processo conhecido em política como cristianização (*)? Sétima. Caso esteja sofrendo o processo de cristianização como se comportará o PSDB em sua aproximação de Marina Silva? Quais serão suas exigências? É interessante para o PSDB “bater duramente” na candidatura Marina Silva ou, percebendo que não haverá mais possibilidades de recuperação para Aécio Neves, “pegar mais leve” nos ataques contra Marina Silva para facilitar a aproximação num segundo turno? Oitava. E os fisiologistas de plantão? Verdadeiras aves de rapina da política brasileira. Como se comportarão? Nona. E a candidatura Dilma e o PT. Quais mudanças farão para não perder a reeleição? Se perderem, como será a relação com o grupo vencedor, particularmente se for representado pela vitória de Marina Silva, pois se há conflitos entre ela e setores do partido, há também identificações, pois Marina Silva filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 1985 lá permanecendo até 2009. Muitas perguntas. Muitas respostas. Vamos ver o que o destino nos reserva. Independentemente dos projetos políticos postos em discussão, é fundamental a presença de todos os eleitores nas urnas.

(*) A expressão cristianização de um candidato tem sua origem quando nas eleições de 1950 o candidato do PSD, Cristiano Machado, foi abandonado à própria sorte pelo partido, pois o PSD na prática acabou a apoiando a candidatura vitoriosa de Getúlio Vargas (PTB /PSP).

BRASILIA FIANT EXIMIA – Pelo Brasil façam-se grandes coisas.

Roberto Nasser

 

Somos todos macacos?

 

A banana atibanana fsp 020514rada contra o jogador Daniel Alves gerou uma série de protesto mundo afora, como esta charge publicada na Folha de S. Paulo de 2 de maio de 2014. Sobre esse tema a aluna Sofia Tapajós também fez uma reflexão que segue no texto abaixo. Espero que gostem. Prof. Roberto Nasser.

 

Macacos?

 

No sábado, dia 26 de Abril, era visto mais um exemplo de racismo no campo. O jogador Daniel Alves, antes de cobrar um escanteio, foi atingido por uma banana, fruta relacionada aos primatas, jogada por um torcedor.

 

O ato descarado de racismo comoveu os brasileiros nas redes sociais, inundadas de hashtags “@somostodosmacacos” e fotos de banana.

 

Mas por que macaco?

 

Primeiro, e infelizmente, os africanos e americanos nativos foram relacionados aos primatas no século XVIII, quando o cientista francês Camper alegou que os gregos antigos seriam os homens originais. Quando eles saíram de seu lugar de origem, foram se degenerando conforme o meio no qual passaram a viver. Assim, para ele, tanto orangotangos como africanos e europeus eram originários dos helênicos, mas afetados em maior ou menor grau pelo meio.

 

Logo depois, com Lamark, passou-se a acreditar que o homem era descendente direto do macaco, sendo os não-europeus a ponte entre esses dois elos. Até sobre a teoria de Darwin desenvolveram um caráter racista: através da seleção natural, os brancos chegaram a um estágio de evolução superior ao dos negros, tanto social quanto biologicamente.

 

Não é preciso dizer que essa animalização absurda serviu de justifica para os maiores genocídios da história, como o holocausto e a ocupação do Congo.  E, em pleno século XXI, somos obrigados a rever todo esse preconceito.

 

O ato de jogar uma banana não foi uma ação de carinho para com o jogador para prevenir possíveis câimbras. O ato jogar uma banana foi uma ação racista ofensiva, que remete a um mau uso extremo da ciência.

 

Não, não somos todos macacos, somos todos seres humanos. E que o arremessador de bananas fique no século XVIII.

 

Sofia Tapajós/ 3H1

 

DIRETAS JÁ! 30 ANOS

DIRETA_300X205A ideia de criar um movimento a favor de eleições diretas foi lançada em 1983, pelo então senador Teotônio Vilela no programa Canal livre da TV Bandeirantes. A partir daí a ideia cresceu e foi aos poucos tomando conta da sociedade civil brasileira. No dia 2 de março de 1983, o deputado Dante de Oliveira apresentou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n° 5 propondo reestabelecendo eleições diretas para presidente da república no Brasil, pois tal direito havia sido suprimido pela ditadura militar, já em 1964. Dos vários comícios feitos pelo Brasil, um dos mais significativos ocorreu em São Paulo. No dia 16 de abril de 1984, o Vale do Anhangabaú foi tomado por 1,5 milhão de pessoas na campanha ‘Diretas Já’. O comício contou com a participação das principais lideranças de oposição, artistas, esportistas e outras personalidades de diversos setores da vida brasileira. No dia da votação, 25 de abril, o general Figueiredo decretou Medidas de Emergência em Brasília e em algumas regiões de Goiás. Como resultado, tropas do exército ocuparam a cidade e fortes pressões foram feitas aos deputados, particularmente os do partido do governo. A consequência foi que a emenda Dante de Oliveira foi votada e rejeitada pela Câmara dos Deputados. (298 votos a favor, 65 contra e 3 abstenções e ausência de 112deputados).As eleições diretas para presidente do Brasil só ocorreriam em 1989, após ser estabelecida naConstituição de 1988, a “Constituição Cidadã”.

Roberto Nasser

1964, 50 anos depois II

ditadura-militar-soldados-caminhãoNeste segundo post sobre os 50 anos do golpe civil militar de 1964 lembrarei um episódio significativo para entendê-lo, me refiro à “Operação Brother Sam”.

Em 1963, um pouco antes de ser assassinado, o presidente Kennedy, preocupado com a tendência de o Brasil tornar-se uma nova Cuba, criou um plano para uma intervenção americana no Brasil ao lado das forças anti Goulart, forças essas que seriam responsáveis pela deposição do presidente brasileiro. Elio Gaspari, em seus livros sobre a ditadura brasileira (vide post 1 sobre esse assunto) reproduziu o seguinte trecho, retirado dos arquivos do Miller Center (Universidade de Virgínia): “Você vê a situação indo para onde deveria, acha aconselhável que façamos uma intervenção militar? (Presidente Kennedy). Bem, essa é a outra categoria, que eu chamo de Contingência Perigosa possivelmente requerendo uma ação rápida. (Lincoln Gordon-embaixador americano no Brasil). (…) Acho que devemos tomar todas as medidas que pudermos e estar preparados para fazer tudo o que for preciso. (…) Simplesmente não podemos aceitar esse aí (Goulart) Lyndon Johnson, presidente americano, após a morte de Kennedy.

No dia 31 de março de 1964, quando o golpe contra João Goulart iniciou-se, o presidente Lyndon Johnson, pôs em prática ‘Operação Brother Sam”. Foram enviados ao Brasil um porta aviões (Forrestal), seis destroieres, com 110 toneladas de munição, um porta-helicópteros, um posto de comando aerotransportado e quatro petroleiros. Quando o governo americano soube que o golpe contra Goulart havia sido bem sucedido, a operação militar foi suspensa e, em seu lugar, rapidamente entrou em ação a diplomacia americana reconhecendo o novo governo brasileiro.

Aos que gostam de associar o estudo da História aos filmes, um boa dica é o documentário “O Dia que Durou 21 Anos”. Nele, há uma série de depoimentos e documentos americanos mostrando a ingerência americana no Brasil, inclusive nas forças armadas brasileiras.

Bom filme.

Roberto Nasser

1964, 50 anos depois

1964 generalEm História, nem todos os aniversários de datas históricas devem ser comemorados, mas os acontecimentos históricos marcados por ameaças a liberdade e a democracia, entre outros aspectos, devem ser lembrados para que não se repitam. O desconhecimento da História de seu país forma, no mínimo, um universo de ignorantes políticos. O mais grave é quando esse ignorantes políticos, usando os meios de comunicação existentes, procuram construir uma verdade histórica de não existiu. Um bom exemplo dessa ignorância política é alardear que no tempo da ditadura militar não existia corrupção no Brasil. Neste mês de março o golpe civil militar de 1964 completa 50 anos. Sobre o evento muito se tem dito e escrito. Nessa linha, gostaria de indicar três autores que lançaram importantes livros sobre o período militar.

O primeiro autor é o jornalista Elio Gaspari. Na verdade, Elio Gaspari está relançando sua monumental obra sobre o período militar. Lançados entre 2002 e 2004, os quatro livros do jornalista Elio Gaspari que retratavam a ditadura “envergonhada”, “escancarada”, “derrotada” e “encurralada”. Dez anos depois de lançados ganham edições atualizadas e versões digitais com áudios, vídeos e novos documentos, que lançam luz sobre arquivos de Golbery e Geisel. Para ver o arquivo digital, basta acessar o link http://www.arquivosdaditadura.com.br/

O outro autor é o historiador Marcos Napolitano. Seu livro 1964 História do Regime Militar Brasileiro, faz uma série de  análises políticas, econômicas, sociais e culturais do período, englobando música, cinema e teatro.

A terceira indicação é o livro do historiador Carlos Fico. Elaborada dentro da Coleção FGV de Bolso, 1964 Momentos decisivos, a obra relata ao leitor alguns antecedentes do golpe de 1964, da inesperada chegada de Goulart ao poder e da crise política que antece­deu sua derrubada. O autor também aborda o golpe em si e os momentos dramáticos vividos pelo Brasil no final de março e início de abril daquele ano e ainda demonstra como o “gol­pe” virou “ditadura”, isto é, como o evento de março de 1964 tornou-se o inaugurador do mais longo regime autoritário do Brasil republicano.

Boas Leituras

Roberto Nasser